CIDADE

Exame descarta primeiro caso suspeito da gripe H1N1 em Uberaba

Com a chegada do período frio, o secretário de Saúde alerta para a necessidade de hábitos de prevenção, começando pela higienização

Thassiana Macedo
Publicado em 20/05/2014 às 21:08Atualizado em 19/12/2022 às 07:42
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Departamento de Vigilância Epidemiológica, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, afirma que resultado do exame feito em Belo Horizonte para confirmar teste que detectou o primeiro caso suspeito de H1N1 em Uberaba deu negativo. Trata-se do caso de uma criança de três anos que estava sendo atendida pelo Hospital da Criança.

Segundo o secretário de Saúde, Fahim Sawan, a criança estava com gripe, mas causada por outro tipo de vírus que não o Influenza H1N1. Sobre a diferença nos resultados do teste rápido para o exame laboratorial, o secretário explica que existem dois tipos de exames que devem ser feitos para detecção de qualquer doença. “O exame que tem maior índice de positividade tem menor índice de especificidade. O teste rápido para dengue, Aids, H1N1 e até mesmo para gravidez, por exemplo, tem um índice alto índice de positividade, quer dizer, outras situações podem positivar o resultado por cruzamento. Por isso, é necessário fazer o exame confirmatório, que pode verificar tanto pela presença do anticorpo para a doença quanto pela presença do agente causador. O teste rápido dá a possibilidade de saber o resultado na hora, mas, se for positivo, é preciso confirmar com outro exame”, esclarece.

Neste sentido, Fahim Sawan reforça que a vacinação não evita que a pessoa contraia a gripe, mas visa reduzir significativamente o desenvolvimento de complicações. Ele afirma que agora todas as unidades de saúde, e não apenas as UPAs, estão abastecidas com Tamiflu para facilitar o tratamento de suspeitas de H1N1. Além disso, com a chegada do período mais frio, o secretário alerta para a necessidade de hábitos de prevenção, começando pela higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, bem como a atenção para manter os ambientes mais arejados.

Estado. De acordo com Relatório da Coordenadoria de Doenças e Agravos Transmissíveis, ligado à Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em todo o Estado de Minas Gerais foram registrados 37 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por vírus Influenza, dois quais seis evoluíram para óbito. Deste total, apenas quatro registros dizem respeito à infecção pelo vírus Influenza A/H1N1, causador da gripe suína, dos quais dois evoluíram para óbito. O restante está subdividido em Influenza dos tipos A, A/H1 sazonal, A/H3 sazonal e B.

Os maiores números de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por vírus Influenza foram registrados em Virgem da Lapa, com 10, e Belo Horizonte, com nove. Dois óbitos ocorreram na capital mineira, um em Montes Claros, um em São João del-Rei, um em Unaí e outro em Araguari.

Ainda conforme o relatório, a faixa etária mais afetada compreende pacientes com idade acima de 60 anos, em que 12 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por vírus Influenza foram registrados, dos quais dois evoluíram para óbito. Em cada uma das faixas etárias de dois a quatro anos, 10 a 19 anos, 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos foram registrados quatro casos. Nas faixas de 20 a 29 anos e 30 a 39 anos foram três casos. Dois casos na faixa etária menor de dois anos e um na faixa de cinco a nove anos.

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