Quase todos os segmentos da economia estão sofrendo com os altos índices de inadimplência. Dados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sinalizam o envio de mais de 250 mil cartas de cobranças por mês em Uberaba. O número assusta o setor imobiliário, sobretudo pelo caráter de crescimento. Em 2015, o pico aconteceu em março, quando foram enviadas mais de 300 mil cartas. De lá para cá, se manteve estável; no mês de julho foram enviadas 264.141 mil correspondências.
Mensalmente, proprietários de imobiliárias na cidade recorrem a este método para notificar os inquilinos em débito. Esse é o caso do empresário Rodrigo Zucato, que envia uma média de 200 cartas de cobrança por mês. “A gente cobra via carta, mas o jurídico também entra em contato, porque o número de devedores tem subido bastante”, revela Zucato.
Na mesma linha, o Delegado dos Corretores de Imóveis, Leandro dos Santos Souza, que também é proprietário de imobiliária na cidade, acredita que o índice de inadimplência varia de acordo com a administração de cada empresa. “Na minha empresa o número de devedores dobrou, apesar de continuar sendo muito pequeno. Mas isso já serve como sinal de alerta”, pontua.
O delegado orienta aos proprietários e corretores não alugarem imóveis se sentirem que há possibilidade de inadimplência, na tentativa de evitar que o problema não vire uma bola de neve. “Você vai arrumar um problema para o fiador, proprietário e para o próprio administrador do imóvel, que irá precisar entrar com ação judicial caso a dívida não seja saldada”, destaca.
Em contrapartida, o proprietário Hermínio Bizinoto relata inadimplência inexpressiva em sua imobiliária. “A nossa cobrança é bem eficiente. Assim que esgota a data de vencimento, se o inquilino não pagar, a nossa equipe começa as ligações para verificar o motivo e convidar a pessoa para vir aqui e acertar a sua situação”, explica.