Apesar das medidas restritivas impostas aos comerciantes, a pandemia não deve interromper o aumento das vendas no Dia das Mães deste ano, uma das épocas de maior alavancagem do setor econômico da cidade no primeiro semestre. As expectativas apontam para a superação do índice de compras de 2020, mas os números não devem ultrapassar a porcentagem de 2019, antes do período pandêmico.
De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL), Ângelo Crema, em entrevista à Rádio JM, todos os anos a entidade realiza uma pesquisa antecipada em todas as capitais do país, questionando a população sobre as intenções de compra. Neste ano, 78% dos pesquisados afirmaram que vão às compras para o Dia das Mães, superando os 69% do ano anterior.
Ainda, de acordo com Ângelo, o índice médio pode ter aumentado, mas a quantidade de compras é menor. Isso se deve ao motivo de que antes da pandemia, com a normalidade dos encontros e reuniões, era comum presentear a mãe e a esposa, por exemplo. Agora, com as restrições, o contato físico diminuiu, e as compras acompanharam.
Contudo, o comércio continua com dificuldades em vendas desde o início da pandemia. Em 2019, último ano antes da crise, foi registrada a porcentagem de 88% para pessoas que iam às compras na data comemorativa, 10% a mais que neste ano, segundo o líder.
Shopping Uberaba
Um dos principais pontos comerciais da cidade, o Shopping Center Uberaba vive uma fase de retomada importante, segundo o diretor Guilherme Vilela. Segundo ele, a expectativa para o dia das mães é de reinício positivo, com a precisão no respeito às normas sanitárias.
Naturalmente, é comum imaginar o desdobramento da diminuição de circulação de pessoas no Shopping, como o fechamento de empresas. Sobre o assunto, Guilherme enxerga com alegria o índice de 4% de estabelecimentos fechados, já que a expectativa era a saída de pelo menos 10% das lojas na unidade.
“Nós imaginávamos que até 10% das lojas poderiam não sobreviver a esse momento. O que pro Shopping Uberaba significa até 20 lojas. Porém, fomos surpreendidos, e apenas 4% das lojas não conseguiram sobreviver. Em paralelo, tivemos abertura de outras situações. Enquanto algumas operações são muito atingidas, outras empresas conseguem enxergar uma retomada positiva e começam a fazer projetos futuros”, avalia o diretor.