A primeira etapa do projeto servirá como parâmetro para sua continuidade, segundo o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto. A proposta do Sebrae prevê prolongar o calçadão da Artur Machado até o quarto quarteirão, no cruzamento com a rua Presidente Vargas. No entanto, o dirigente explica que a proposta ainda passará por avaliação. “É uma ideia em longo prazo, primeiro vamos colocar em prática a proposta inicial do projeto. Se der certo, vamos trabalhar para sua conclusão”, explica.
Por outro lado, a segunda etapa traz desconforto aos lojistas situados no trecho onde ainda existe trânsito de veículos. Grande parte não quer o prolongamento do calçadão da rua Artur Machado.
Para Paulo Miziara, a proposta não é vantajosa, pois pode prejudicar o comércio, favorecendo os ambulantes, além de promover um estrangulamento no trânsito. Além disso, ele diz que o trecho, que atualmente é mal iluminado, servirá de abrigo, à noite, para mendigos e usuários e drogas, caso acabe com o trânsito de veículos. Para ele, este tipo de projeto não dará certo em Uberaba. A opinião do comerciante é semelhante à de outros lojistas procurados pela reportagem.
Cleito Lopes, proprietário de uma joalheria, vê com receio a proposta. Segundo ele, é preciso muito planejamento para consolidar a segunda etapa do projeto, colocando como exemplo o atual calçadão, que está sucateado e servindo de área para o comércio de ambulantes. “Se fecharem os outros três quarteirões, teremos os mesmos problemas”, destaca.
Também se posicionando contra está o comerciante Frederick Izaque. Para ele, o projeto só existe no papel, ou seja, não é viável na prática. Ele acredita que se ocorrer o prolongamento do calçadão, os problemas também se estenderão ao longo da via, citando como exemplo a presença de ambulantes.