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“Ficamos presos em casa”: moradores denunciam transtornos em obra da Codau no Centro de Uberaba

Idosos relatam dificuldade para entrar e sair das residências, reclamam de riscos nas calçadas e questionam o ritmo da obra; Codau afirma que a intervenção é necessária e deve ser concluída antes do prazo

Larissa Prata
Publicado em 08/07/2026 às 15:04
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 (Foto/Reprodução)

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“Ficamos praticamente presos dentro de casa.” É assim que moradores da Rua Dr. Antônio da Costa, na região central de Uberaba, descrevem os transtornos provocados pela obra de drenagem executada pela Codau. Embora reconheçam a importância da intervenção para reduzir os alagamentos na região, eles afirmam que a execução dos serviços tem dificultado o acesso às residências, colocado pedestres em risco e afetado principalmente os idosos que vivem na via.

As reclamações chegaram ao Jornal da Manhã por meio de uma moradora, que pediu para não ser identificada por receio de exposição. Segundo ela, a preocupação não é com a realização da obra, mas com a forma como os trabalhos vêm sendo conduzidos.

“Não somos contra a obra nem contra o progresso. O problema é a falta de respeito com os moradores. Quase todos aqui são idosos e muitos acabam ficando praticamente presos dentro de casa. Nossa preocupação é com a segurança”, relatou.

De acordo com a denunciante, há momentos em que os portões das residências ficam praticamente bloqueados pelas escavações e pelos materiais utilizados na obra. Fotos e vídeos enviados ao JM mostram valas abertas próximas aos imóveis e pilhas de areia, cimento e equipamentos ocupando parte das calçadas.

A moradora afirma ainda que os passeios se tornam escorregadios devido aos materiais espalhados no local, aumentando o risco de acidentes, especialmente para idosos. Ela também relata a presença frequente de ratos e o mau cheiro proveniente da rede de esgoto durante a execução dos serviços.

Outro ponto levantado pelos moradores é o ritmo da obra. Segundo a denunciante, as equipes trabalham por períodos reduzidos ao longo do dia, com interrupção prolongada no horário de almoço e encerramento das atividades ainda durante a tarde. Na avaliação dela, a rotina contribui para prolongar os transtornos enfrentados por quem mora na rua.

O Jornal da Manhã questionou a Codau sobre os horários de trabalho das equipes, as medidas adotadas para garantir o acesso seguro às residências durante toda a execução da obra e os relatos de mau cheiro e presença de ratos. No entanto, a autarquia não respondeu especificamente a esses questionamentos.

Em nota, a Codau informou que realiza uma obra de drenagem na Rua Dr. Antônio da Costa, com implantação de rede pluvial, caixas coletoras de passagem e bocas de lobo, no trecho entre as ruas Artur Machado e Bernardo Guimarães. Segundo a companhia, a intervenção é necessária para minimizar os alagamentos registrados na região durante o período chuvoso, que provocam transtornos principalmente aos comerciantes do Camelódromo.

A autarquia explicou que a obra exige cautela devido à existência de formações rochosas no subsolo, o que demanda perfurações complexas e execução criteriosa. Também ressaltou que a via e os passeios são estreitos e que, para garantir a segurança, medidas foram adotadas e comunicadas previamente aos moradores e comerciantes.

Ainda conforme a Codau, o fluxo de pedestres locais não está impedido, os trabalhos estão adiantados e a expectativa é concluir as obras de drenagem antes do prazo inicialmente previsto.  

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