Prefeitura diz que encaminhamento depende de critérios técnicos, ordem das demandas e disponibilidade contratual
(Foto/Divulgação)
Uma protetora independente cobra agilidade para a realização da cirurgia de Davi, um cachorro atropelado que está em casa com três fraturas na pelve. Segundo Alessandra Moreira de Oliveira, o animal precisou ser retirado do atendimento veterinário por falta de recursos para custear o procedimento. A Prefeitura informou que o protocolo foi registrado e que o caso aguarda atendimento conforme os critérios do convênio com o Hospital Veterinário da Uniube (HVU).
De acordo com a protetora, Davi pertence a uma tutora inscrita no CadÚnico, que possui problemas de saúde e não teria condições de arcar com os custos do tratamento. Segundo Alessandra, o animal foi atropelado e precisou de atendimento emergencial após apresentar outras complicações.
Segundo a protetora, o cachorro precisou de atendimento emergencial e chegou a ser levado ao Hospital Veterinário da Uniube. Ela afirma que, durante o período em que permaneceu na unidade, foram realizados procedimentos para estabilização do quadro, mas a cirurgia ortopédica não foi feita por falta de condições para pagamento. “Ele não podia esperar mais um mês. Um cachorro atropelado, com três fraturas na pelve, não tem como ficar aguardando. Eu já tenho outros animais que ajudo, com ração, castração e tratamentos, e, naquele momento, eu não tinha mais como assumir esse valor”, relata Alessandra.
A protetora afirma que os custos relacionados ao atendimento de Davi e de outro animal resgatado chegaram próximos de R$ 10 mil. Segundo ela, o outro cachorro não resistiu durante um procedimento cirúrgico. “Foi muito difícil ter que tirar ele de lá e levar para casa ainda com as fraturas. É uma sensação de impotência, porque a gente quer ajudar, mas nem sempre consegue dar conta de todos os custos”, afirma.
Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Uberaba informou que o atendimento inicial do animal ocorreu por solicitação particular e, por esse motivo, não estaria vinculado diretamente ao convênio mantido pelo município com o Hospital Veterinário.
Após novo questionamento do Jornal da Manhã, a Superintendência de Bem-Estar Animal informou que o protocolo referente ao caso foi registrado e que Davi passou a integrar a fila de atendimento do convênio com o HVU. “O protocolo referente ao caso foi registrado e o animal passou a integrar a fila de atendimento do convênio com o Hospital Veterinário da Uniube (HVU). O encaminhamento ocorrerá conforme os critérios técnicos, a ordem das demandas e a disponibilidade contratual”, informa a SBEA.
Ainda conforme a Prefeitura, o convênio segue a Portaria Interna nº 01/2025, que estabelece critérios de prioridade para os atendimentos. A ordem prevê, inicialmente, animais errantes (sem tutores ou protetores), depois animais de tutores inscritos no CadÚnico, organizações não governamentais (ONGs) e, por fim, animais de tutores ou protetores independentes.
Quem quiser contribuir com os custos do tratamento de Davi pode fazer doações diretamente à protetora Alessandra Moreira de Oliveira pelo Pix: 04485414671 (CPF).
A reportagem não gerencia nem acompanha as doações realizadas.