Durante todo o dia de ontem o movimento na UPA/Abadia foi intenso, e casos mais graves eram atendidos na frente
Unidade informa que o atendimento é feito pela classificação de risco e os casos mais graves são atendidos primeiro
Mais uma vez, após feriado prolongado, o movimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foi intenso, gerando reclamação de usuários do Sistema Único de Saúde. Ontem, a UPA Abadia esteve cheia durante todo o dia, revoltando pacientes que aguardavam por atendimento desde o início da manhã.
A reportagem esteve no local e conversou com algumas pessoas que esperavam atendimento. Uma delas, a dona-de-casa Lucimara Franco, estava desde o início da manhã para agendar consulta para dois filhos. Saiu de lá por volta de 16h com apenas uma consulta agendada.
Outra que também aguardava desde cedo, Lorraine Diola passava mal com início de pneumonia e esperava por atendimento. “Devido à espera, pedi que fosse aplicada insulina, pois sou diabética, o que foi negado. Os funcionários me informaram que eu teria que aguardar atendimento.”
O pedreiro Marcos Carlos Gomes também esteve na UPA Abadia à procura de atendimento. Há 15 dias ele sofreu acidente de trabalho e somente ontem foi até a UPA. Segundo ele, enquanto aguardava ser atendido passou por constrangimento. “Duas viaturas da Polícia Militar foram até a UPA à procura de pessoa de camiseta amarela, como eu era o único com roupa dessa cor, fui tirado de lá e revistado na frente de todos. Durante a revista eles alegaram que receberam denúncia de que eu estava armado.”
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Saúde esclarece que a equipe de enfermagem tem toda a competência técnica para realizar a triagem dos pacientes conforme a classificação de risco. Além disso, é importante ressaltar que nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) a prioridade são os casos de urgência e emergência, não a ordem de chegada. Por isso, o atendimento prioritário é para os pacientes classificados como vermelho – emergência absoluta – e amarelo – urgente. As pessoas classificadas como azul – não urgente – e verde – pouco urgente – podem aguardar o atendimento no local ou têm a opção de ser encaminhadas à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Inclusive, as pessoas que fizeram a reclamação ao Jornal da Manhã estavam classificadas como paciente azul e preferiram aguardar na UPA.
Em relação ao paciente que foi revistado pela PM, a coordenação da UPA Abadia também informa que a Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas como medida de segurança aos funcionários, pois um paciente já chegou ao local com postura agressiva contra os servidores e maltratando a equipe verbalmente. Assim, as autoridades compareceram ao local para evitar riscos à segurança dos profissionais.