O gás de cozinha poderá ficar mais caro e voltar a pesar no bolso do consumidor. É o que alerta a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR) ao questionar o comunicado da Petrobras sobre a suspensão do subsídio às distribuidoras do gás liquefeito de petróleo. De acordo com a associação, a estatal declarou durante o workshop “Combustível Brasil”, promovido pelo Ministério de Minas e Energia, Agencia Nacional do Petróleo e Empresa de Pesquisa Energética, realizado nos dias 7 e 8 deste mês, o fim dos subsídios do GLP. “A política de subsídio para o gás custou caro à Petrobras, mas não beneficiou o consumidor. Os revendedores aumentaram a margem, multiplicando o lucro. A ideia é recompor a defasagem de preço gradualmente”, justificou a estatal em meio ao evento. Para a associação, a Petrobras desrespeitou todos os agentes envolvidos no programa “Combustível Brasil”, anunciando o fim sem critérios e de forma alarmista. Em contrapartida, o presidente do Sindicato de Revendedores de Gás, Abel Ricardo da Silva, afirma que o comunicado ainda não foi repassado às distribuidoras em Uberaba e reforça que o botijão de gás de 13kg está sendo comercializado abaixo do valor estimado. “Atualmente, o valor do gás na cidade está defasado, sendo comercializado em torno de R$55 a R$60, quando na verdade o preço deveria estar sendo comercializado a aproximadamente em R$70”, declara. Caso o fim do subsídio seja confirmado, o consumidor será diretamente afetado. “O valor será repassado para o consumidor final, sendo que o gás não deverá ultrapassar o valor de R$100”, afirma o sindicalista.