O Cemea Abadia sediará hoje, a partir de 18h, o 2º Fórum Comunitário com o tema “Direitos Sociais da Juventude”. O evento é realizado pelos programas Fica Vivo e Mediação de Conflitos, coordenados pelos Centros de Prevenção à Criminalidade (CPCs) de Uberaba, em parceria com Instituto Elo e Prefeitura Municipal. A entrada é gratuita.
Segundo a gestora dos centros, Maria Beatriz Rodrigues da Cunha França, esta edição é o desdobramento do fórum que aconteceu em 2010 voltado à divulgação dos direitos da comunidade. Desta vez, o objetivo é debater as necessidades e os direitos dos jovens que moram na região do Grande Abadia, com cerca de 10 bairros: Costa Teles 1 e 2, Abadia, Gameleira 1 e 2, Leblon, Parque São Geraldo, Vila Paulista, Vila Esperança e Lourdes.
Estarão presentes representantes da Polícia Militar, secretarias de Esporte, Saúde, Educação e Desenvolvimento social, além dos Conselhos Tutelar e de Segurança Pública. “A finalidade é apresentar os serviços oferecidos à comunidade e orientar como os jovens podem acessar seus direitos através deles. Por meio de teatro, dança ou rap, os próprios jovens apontarão quais as suas necessidades em relação à segurança pública, bullying, preconceito, evasão escolar, infraestrutura e questões como sexualidade juvenil e drogas”, explica Maria Beatriz. O professor do curso de Ciências Sociais da UFTM, Ailton Aragão, fará uma análise do retrato apresentado.
Depois disso haverá cinco oficinas para que os jovens apontem quais as dificuldades que enfrentam para acessar os serviços públicos. De acordo com Maria Beatriz, as oficinas elegerão comissão de representatividade composta por jovens do Grande Abadia que ficarão incumbidos por procurar respostas às dificuldades apresentadas. “Nos dias e meses seguintes, essa comissão irá buscar os equipamentos públicos para resolver os problemas que eles próprios elencaram. E ela será acompanhada pelos programas Fica Vivo e Mediação de Conflitos dos Centros de Prevenção à Criminalidade, em uma ação continuada. A proposta é apresentar os equipamentos públicos aos jovens para que tenham oportunidade e autonomia de buscar seus direitos e ser mais participativos em sociedade”, completa a gestora Maria Beatriz França.