Funcionária do Hospital de Clínicas diz que teve atendimento negado. Neste fim de semana, a servidora que optou por não se identificar, disse que passou mal durante o trabalho, com fortes dores de cabeça e na nuca. Diante dos sintomas foi até o pronto atendimento do hospital e, segundo ela, recebeu a informação de que por ser funcionária do Hospital de Clínicas não poderia ser atendida no local como uma paciente.
A servidora diz que ficou indignada, pois estava sentindo fortes dores, e por ser funcionaria não poderia receber atendimento no hospital. “Uma enfermeira apenas mediu minha pressão e disse que deveria procurar por uma Unidade de Pronto Atendimento, pois no local são atendidos apenas pacientes de fora. Somente poderia ser atendida no hospital se tivesse acontecido um acidente de trabalho, o que não foi meu caso”, explica a funcionária, lembrando que se sentiu mal durante o fim de semana, em que as Unidades Básicas de Saúde estão fechadas, bem como o Núcleo de Atenção e Saúde do Servidor (NAS), portanto, no atendimento público somente a UPA e o pronto-socorro do HC estavam à disposição.
Por sua vez, a assessoria de imprensa do hospital não desmente a servidora e explica que ela deveria ter procurado pelo NAS, que é o local apropriado para os funcionários do hospital e também da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. A assessoria esclarece ainda que o médico não negou atendimento, assim que aferiu a pressão percebeu que não se tratava de um caso urgente e, portanto, poderia aguardar por atendimento, bem como procurar uma UPA. A assessoria alerta que no pronto-socorro do hospital são atendidos somente casos de urgência e emergência. A funcionária conta que esteve na UPA Abadia e por conta do movimento e uma enorme fila de espera, demorou horas para ser atendida.