Estão suspensas as cirurgias eletivas, sendo mantidos os atendimentos de urgência e emergência, cirurgias oncológicas e exames laboratoriais e radiológicos
Sandro Neves
Funcionários da Ebserh se concentraram ontem diante do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) entram em greve por tempo indeterminado. O movimento começou ontem e no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) a adesão foi significativa, sendo 25% da parte assistencial e 100% do setor administrativo. A categoria reivindica o cumprimento das medidas estabelecidas no acordo coletivo do ano passado.
De acordo com representante dos trabalhadores da Ebserh no HC/UFTM, Eliseu da Costa Campos, por meio do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais do Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG), a categoria pede a resolução do Acordo Coletivo 2017/2018 e para estabelecer o acordo de 2018/2019, uma vez que a data base de categoria é em março e as medidas estabelecidas no ano passado nem mesmo foram cumpridas. “Nós fizemos um acordo e não foi cumprido pela empresa, abrimos mão de algumas folgas que possuíamos durante o ano para que fosse dado um índice de reajuste que seria a reposição da inflação no período. Isso está há 16 meses atrasado e não veio ainda. Diante disso, a categoria está muito indignada, inclusive, se não fosse pelo acordo que estabelecemos com a diretoria do Hospital de Clínicas, a adesão de funcionários seria maior”, explica Eliseu.
A negociação é feita junto à diretoria nacional da Ebserh. Na primeira reunião realizada após o início da greve a proposta foi negada pela categoria, e no fim desta terça-feira foi agendada mais uma rodada de negociação. Segundo Eliseu, se houver a aprovação nacional e os trabalhadores de Uberaba também aprovarem, serão realizadas assembleias com cada turno, e o movimento pode terminar hoje. “Infelizmente, durante os quatro anos de Ebserh no HC, só houve negociação depois de greve, esse ano o movimento é o mesmo. Seria muito bom, para o trabalhador e a população, chegar a um acordo em apenas um dia de paralisação”, afirma Eliseu.
Diante do movimento, o Hospital de Clínicas suspendeu desde ontem as cirurgias eletivas, sendo mantidos os atendimentos de urgência e emergência, cirurgias oncológicas e de emergência, exames laboratoriais e radiológicos, bem como as consultas dos ambulatórios Maria da Glória, de Especialidades (Funepu), de Pediatria e do Centro de Reabilitação.