Greve de funcionários da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu) continua. Na sexta-feira (24) foi realizada audiência na Superintendência Regional do Trabalho com a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Hospitais e Casas de Saúde e da Funepu. Algumas propostas foram feitas pela fundação, que serão apresentadas à categoria em assembleia amanhã (29), contudo, a principal reivindicação, que é a estabilidade de emprego no Hospital de Clínicas, não foi garantida.
A greve teve início no dia 20 de outubro, quando cerca de 400 trabalhadores, entre auxiliares e técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliares de farmácia, nutrição, engenheiros e funcionários da parte administrativa do Hospital de Clínicas, aderiram ao movimento, que começou diante da insatisfação e insegurança no emprego a partir da chegada da Ebserh. “Antes dessa audiência em Belo Horizonte tivemos um encontro na Delegacia Regional do Trabalho, sem avanços. Já na superintendência houve propostas que serão apresentadas e votadas pela categoria”, explica o presidente do Sind-Saúde, Juny Júnior Guimarães.
A Funepu propôs isonomia de trabalho entre funcionários da fundação e Ebserh, e também a garantia de que não haverá desconto no abono de R$120 em caso de atestado; os dias parados de greve também não serão descontados e, por fim, uma estabilidade parcial aos funcionários. Segundo Juny, não foi possível garantir que não serão demitidos diante da chegada da Ebserh, que está promovendo concursos para contratação de funcionários. “Foi uma garantia momentânea, a substituição acontecerá com o passar do tempo, e infelizmente a Funepu não soube informar qual será o período, apenas que será em longo prazo. Portanto, reivindicamos um cronograma das demissões, que deverão ser escalonadas”, explica o sindicalista.
Juny revela que já era de se imaginar que a fundação não pudesse garantir esse emprego, pois infelizmente a nova gestora do hospital foi uma empresa imposta pelo governo federal. E quando o ex-reitor Virmondes Junior disse aos funcionários da Funepu que permaneceriam, ele não tinha poder para garantir que isso acontecesse, apesar de que junto com a fundação tentou negociar com a Ebserh a permanência.