
Negão se tornou um símbolo para quem convivia diariamente no espaço (Foto/Divulgação)
Um gesto de carinho e reconhecimento marcou os colaboradores do Instituto Maria Modesto, em Uberaba, após a morte de Negão, gato que viveu por 21 anos no local. Muito querido por todos, o animal recebeu uma despedida especial, com direito a velório organizado pelos próprios funcionários, que se mobilizaram por meio de uma vaquinha para custear a homenagem.
Presente na rotina da instituição por décadas, Negão se tornou um símbolo para quem convivia diariamente no espaço. Sua história e convivência fortaleceram laços afetivos entre os trabalhadores e os animais que vivem no instituto.
A cerimônia reuniu colaboradores e apoiadores da causa animal, em um momento marcado por respeito e gratidão. A vereadora Denise da Supra também esteve presente, destacando a importância do cuidado com os animais e o vínculo criado ao longo dos anos.
O caso reacende uma discussão recente sobre a permanência de animais no instituto. Em 2024, a gestão chegou a cogitar a retirada dos animais do local, o que motivou uma ação judicial movida pela equipe da vereadora, com apoio da advogada animalista Dra. Lourdes Machado. O pedido liminar teve decisão favorável inicialmente.
Após audiência de instrução e julgamento, a Justiça considerou o pedido parcialmente procedente. No entanto, a decisão foi contestada e segue em tramitação por meio de recurso.
“Defendo que os animais comunitários devem ser respeitados no ambiente que reconhecem como seu lar. O Negão representa exatamente isso: viveu, foi cuidado e, acima de tudo, amado no Instituto Maria Modesto”, afirmou Denise da Supra.
A mobilização dos colaboradores, tanto no cuidado diário quanto na despedida, demonstra a força desse vínculo, que continua sendo defendido na prática.