Em decorrência ao ataque a guardas municipais nesta semana, em que uma viatura foi apedrejada no bairro Boa Vista, os agentes da GM elaboraram uma lista de reivindicações. Por meio de ofício, os guardas pedem por mais segurança e uma estrutura mais adequada de trabalho.
Segundo o diretor da Guarda Municipal, Marco Túlio Gianvecchio, as exigências são coletes à prova de balas para cada um dos agentes. “Hoje só temos 30 coletes que são divididos entre os 96 guardas municipais. Todos usam o equipamento, entretanto, os agentes solicitam que sejam individuais. Além disso, eles pedem também recursos de defesa pessoal e para aprimoramento nas abordagens”, explica Marco Túlio.
Hoje, além dos coletes para fazer a segurança, os agentes da Guarda contam com as armas elétricas, pistolas Taser, entregues a eles há alguns meses. De acordo com Gianvecchio, a arma foi utilizada pela primeira vez esta semana, para defesa, quando a viatura da GM foi apedrejada.
Sobre as reivindicações, estava agendada para ontem uma reunião entre o secretário de Trânsito e Transporte, Ricardo Sarmento, o subsecretário, coronel Antonio Sousa, e os diretores da Secretaria de Trânsito para analisar as solicitações dos agentes e avaliar se é possível atendê-las. Entretanto, a reunião foi adiada e deve acontecer hoje pela manhã.
O diretor da Guarda falou também sobre a especulação de greve e a manifestação dos agentes, que se dizem insatisfeitos e pedem a troca do diretor. Segundo Gianvecchio, o funcionário público não pode entrar de greve, principalmente quando se trata de departamentos como a GM, em que é preciso a atuação diária do funcionário. “Não vamos nos submeter a chantagens ou greve, o que deve ser feito é unir o comando com os guardas para chegar a um denominador comum”, afirma.