Greve de professores estaduais chega hoje ao seu 71º dia, com a possibilidade de prejuízo do ano letivo para 336 mil alunos de Minas
Greve de professores estaduais chega hoje ao seu 71º dia, com a possibilidade de prejuízo do ano letivo para 336 mil alunos de Minas Gerais, sendo somente em Uberaba 15 mil alunos. Esta semana, após mais uma reunião intermediada pelo Ministério Público Estadual (MPE), professores e representantes do governo do Estado não aceitaram recuar.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da secretaria Estadual de Educação (SEE), não existe possibilidade da perda do ano letivo. Com o fim da greve todas as escolas devem fazer o calendário de reposição e a secretaria passa algumas diretrizes e orientações para a sua montagem. Com isso, as instituições podem usar os sábados, feriados, recessos e o período de férias também pode ser utilizado. Ainda conforme informações da assessoria de imprensa da SEE, a secretária Ana Lúcia Gazzola explica que não necessariamente o ano letivo vá coincidir com o ano calendário, pois se houver a necessidade de as aulas serem dadas em janeiro podem ser dadas, mas perda de ano letivo não ocorre.
Na semana passada, a SEE autorizou a direção das escolas estaduais a contratarem professores para o terceiro ano, evitando que estes alunos fiquem prejudicados em relação ao Enem e outros vestibulares. Segundo assessoria de imprensa da SEE, balanço indica que a secretaria autorizou a designação de 2.502 professores para todo o Estado, mas não há informações se dentro deste número existe algum para Uberaba. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sind-UTE) tentou barrar a medida, mas a Justiça indeferiu a ação.
Professores e governo divergem em relação ao valor do piso salarial no Estado. Enquanto a categoria exige R$ 1.597,87 por 40 horas semanais, o Estado só aceita negociar o novo modelo de remuneração, o subsídio, que incorpora os benefícios ao salário, o que dá uma remuneração inicial de R$ 1.122 para 24 horas semanais.