GREVE CONTINUA

Greve de entregadores segue pelo segundo dia em Uberaba; iFood nega impacto no serviço

Dandara Aveiro
Publicado em 01/04/2025 às 13:01
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A paralisação faz parte do movimento nacional "Breque dos Apps". (Foto/Marcos Machado)

Pelo segundo dia consecutivo, entregadores de aplicativo em Uberaba realizam manifestação para reivindicar reajustes no valor das entregas e melhores condições de trabalho. O ato iniciou às 10h desta terça-feira (1º) e conta com a participação de dezenas de trabalhadores que atuam na plataforma do iFood na cidade. 

Os entregadores exigem reajuste na remuneração por entrega, aumento do valor pago por quilômetro rodado, redução das distâncias percorridas para pedidos agrupados, entre outros fatores. A paralisação faz parte do movimento nacional "Breque dos Apps", que acontece simultaneamente em pelo menos 59 cidades brasileiras, com atos confirmados em 19 capitais. 

Em resposta ao JM, o iFood disse respeitar o direito à manifestação pacífica e reforçou que, desde 2021, promove diálogos contínuos com os entregadores parceiros. A empresa destacou que, nos últimos três anos, implementou reajustes nos valores pagos por rota e por quilômetro rodado, além de oferecer adicionais para entregas agrupadas. 

“Nos últimos três anos, os ganhos dos entregadores foram aumentados de várias maneiras. Em 2022, houve aumento do valor mínimo da rota em 13%, de R$5,31 para R$6,00, e do valor por quilômetro rodado em 50%, de R$1,00 para R$1,50. Em 2023, foi reajustada a taxa mínima em 8,3%, de R$6,00 para R$6,50, acima da inflação do período (3,74% pelo INPC). E em 2024, ocorreu a introdução de adicional de R$3,00 por entrega extra em rotas agrupadas”, divulgou a empresa. 

Entretanto, manifestantes de Uberaba alegaram que os repasses feitos pela plataforma não acompanham o aumento do custo de vida e de trabalho, em 2025. Dentre as reivindicações estão benefícios que proporcionem mais estabilidade para a categoria, como a taxa mínima de R$ 10,00 por entrega e o aumento do valor pago por quilômetro rodado, passando de R$ 1,50 para R$ 2,50. 

Contrariando os pedidos, o iFood mencionou que os ganhos médios por hora dos entregadores são superiores ao salário mínimo-hora nacional, enfatizando que a empresa fornece benefícios aos trabalhadores. “De 2022 até 2024, os ganhos líquidos médios por hora trabalhada na plataforma foram 2,2 vezes superiores ao salário mínimo-hora, de acordo com os custos apontados em pesquisa realizada pelo Cebrap, em 2023. Além disso, todos os entregadores parceiros do iFood têm acesso a seguro pessoal gratuito para casos de acidentes durante as entregas, planos de saúde, programas de educação, além de apoio jurídico e psicológico para casos de discriminação, assédio ou agressão sofridos pelos profissionais de delivery”, explicou.   

Apesar disso, a plataforma informou que está estudando a viabilidade de novos reajustes para 2025 e se mantém aberta ao diálogo com os trabalhadores, buscando preservar o funcionamento dos estabelecimentos e a circulação de pessoas, sempre em um ambiente seguro e pacífico. “A empresa segue monitorando as manifestações e trabalha para manter a operação funcionando. Vale lembrar que, atualmente, 60% dos pedidos intermediados pelo app são entregues pelos próprios restaurantes”, finalizou nota de posicionamento. 

Os motoboys, por sua vez, seguem aguardando ações da empresa, afirmando que continuarão mobilizados até que haja avanços concretos nas negociações. 

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