Grevistas do Hospital Dr. Hélio Angotti realizam hoje mais uma assembleia para apreciação de propostas apresentadas pela direção do hospital. Na última quarta-feira (9) estava agendada a votação destas propostas, mas a assembleia foi suspensa a partir do pronunciamento feito pela direção jurídica, que alterou as medidas tratadas na negociação. Agora, o assunto volta a ser discutido, mas não haverá votação.
“Vamos discutir com todos os grevistas o que acham desta proposta e, depois, levar as sugestões para uma reunião com a diretoria, quando haverá nova negociação. No final, vamos apresentar o resultado aos trabalhadores, inclusive aqueles que não aderiram ao movimento. Acredito que será possível chegar a um consenso ainda nesta sexta”, explica a advogada do Sind-Saúde, Roberta Pegorari, lembrando que se não houver aprovação, a audiência na Superintendência Regional do Trabalho não foi desmarcada.
Servidores e professores da UFTM esperam avanços nas negociações com o governo. Outra categoria que também está em greve e com reuniões agendadas para esta sexta-feira são os técnicos administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Já são mais de 100 dias de greve e, segundo a coordenadora do Sinte-Med, Simea Aparecida Freitas, está marcada para esta sexta nova negociação com o governo federal. “Apresentaram-nos uma nova proposta, fizemos sugestões, e agora iremos levá-la para outra negociação. Depois retornamos para assembleia com trabalhadores. Não há previsão de quando deve encerrar a greve”, diz.
Por falar em UFTM, os professores da instituição também estão de braços cruzados há 25 dias. “Não tivemos muitos avanços nas negociações, na verdade, as nossas principais reivindicações estão relacionadas a melhores condições de trabalho, que não estão sendo discutidas pelo Ministério da Educação, que apenas negocia sobre a pauta econômica. Além disso, reivindicamos a suspensão do Calendário Acadêmico, para evitar transtornos aos alunos, que depois terão de repor as aulas. Mas o Conselho Universitário da UFTM não aprovou”, relata o presidente da Associação dos Docentes da UFTM, professor Fernando Seiji.