A direção do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) ainda não apresentou sua versão dos fatos sobre o parto da paciente Regiane Cristina da Silva, 27 anos, no último sábado, dia 22, que terminou na morte do bebê, 16h após o nascimento. A família da criança acusa equipe médica de negligência.
A Assessoria de Imprensa da UFTM informou, ontem, que a diretora clínica do HC, Cristina da Cunha Hueb, solicitou e aguarda relatório do médico plantonista responsável pelo atendimento de Regiane. Para apuração dos fatos, segundo a diretora Cristina Hueb, poderá ser aberta sindicância.
O caso. De acordo com a família, a equipe médica de plantão se recusou a realizar a cesariana e teria induzido o parto normal.
Porém, mesmo com sete dedos de dilatação, eles não conseguiram tirar a criança e foi preciso fazer 33 piques na mãe. A situação se complicou com a elevação da pressão arterial de Regiane, provocando choque anafilático.
A demora e complicação no parto teriam provocado asfixia perinatal grave na criança, conforme consta na certidão de óbito. Nathale nasceu com mais de 4,5kg e faleceu 16h após o parto, apresentando disfunção múltipla dos órgãos.