Horário de verão termina neste sábado e Cemig divulga balanço quanto à economia de energia neste período. Esta foi a 43ª edição do horário
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No sábado, dia 15, à 0h, os relógios devem ser atrasados uma hora
Horário de verão termina neste sábado e Cemig divulga balanço quanto à economia de energia neste período. Esta foi a 43ª edição do horário brasileiro de verão, que teve início no dia 20 de outubro do ano passado e termina neste sábado, dia 15 fevereiro, e o principal motivo pelo qual acontece essa mudança no relógio é a economia de energia. Segundo dados divulgados pela assessoria de imprensa da Cemig, na área de concessão da empresa houve redução diária da demanda máxima de 4%, o que equivale a 340MW.
O horário de verão é aplicado no Brasil desde o início da década de 1930, mas somente em 1985 passou a ser adotado sem interrupções. Ao todo são 119 dias, em que os consumidores das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste adiantam o relógio em uma hora. Desta forma, com os dias mais longos e os relógios adiantados, gera-se economia de energia, como, por exemplo, as lâmpadas, que são acesas mais tarde, e o chuveiro, que neste período é colocado em temperatura mais fria, gera economia, por não precisar aquecer a água. Assim todos os anos sempre há reduções em virtude de mudanças nos hábitos das pessoas.
Segundo informações da Cemig, a energia economizada nesta edição é o suficiente para atender uma demanda de ponta de uma cidade de 750 mil habitantes, equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas (MG). Além disso, com relação ao consumo de energia, foi obtida uma economia de 0,5%, que representa 35MW médios ou cerca de 100.000MWh durante todo o período do horário de verão. Essa economia é suficiente para abastecer Belo Horizonte durante oito dias.
De acordo com o engenheiro de planejamento do sistema elétrico da Cemig, Wilson Fernandes Lage, o objetivo é reduzir a demanda de energia, principalmente no horário de pico, que vai das 18h às 22h. Nesse período, a iluminação pública é ativada e as famílias retornam para casa, aumentando assim o consumo de energia elétrica com a utilização de eletroeletrônicos, chuveiros e demais aparelhos. “Para os consumidores residenciais e comerciais, a economia é percebida na menor utilização da iluminação artificial. Eles poderiam ter um consumo de até 5% a mais na fatura mensal de energia, caso não houvesse o horário de verão”, afirma.
Já com relação ao país, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a economia no sistema elétrico interligado brasileiro foi de 4,5% de redução na demanda máxima ou 2.477MW. Essa redução de demanda seria suficiente para abastecer uma cidade com cinco milhões de habitantes no horário de ponta.
Redução. Os consumidores do Triângulo Mineiro estão cada vez mais conscientes, segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa da Cemig: houve uma redução de 2% no consumo de 2013 para 2014. No ano passado, em janeiro, o consumo foi de 628,02MW, e neste ano, no mesmo mês, o montante foi de 614,54MW.