CIDADE

Hospital de Clínicas nega denúncia e diz que mulher agiu com racismo

Médico teria solicitado à polícia que retirasse a acompanhante do local porque ela não estava respeitando as regras de comportamento

Thassiana Macedo
Publicado em 31/07/2014 às 20:51Atualizado em 19/12/2022 às 06:39
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Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) informa que, como no dia do ocorrido o paciente Wagner Felipe de Freitas passava por hemodiálise e reclamou de dores no peito, ele foi imediatamente conduzido para o Pronto Socorro, onde passou por exames de sangue e eletrocardiograma. Os exames descartaram que houvesse qualquer problema de coração com o paciente.

Conforme a nota, o paciente ficou no hospital até à noite, quando se queixou de dores de cabeça. Os médicos receitaram, então, Tramal - para dor de cabeça - e Diazepam - que o paciente já tem costume de usar, e não dez medicamentos, como informado pela acompanhante.

O hospital afirma que, após tomar o Diazepam, o paciente entrou em estado de sonolência, efeito normal do remédio, mas manteve os sinais vitais normalmente. Depois disso, a mãe teria destratado o enfermeiro com atitudes e falas racistas, e equipe de Enfermagem acionou a Polícia Militar para registro de boletim de ocorrência, no qual os fatos estão registrados.

O médico teria solicitado à polícia que retirasse a acompanhante do local porque ela não estava respeitando as regras de comportamento estabelecidas pelo hospital para acompanhantes, também em decorrência das atitudes racistas e devido ao fato de o paciente ter 27 anos, não possuindo direito a acompanhante, que é legalmente garantido a menores de idade e maiores de 60 anos.

O médico avaliou o paciente e em seguida passou à mãe, pessoalmente, as informações sobre o quadro, que era estável e não demandava permanência. Depois de avaliação, o paciente recebeu alta por estar com quadro que não apresentava nenhum tipo de problema. Sobre o fato de o paciente estar urinando sangue, o hospital afirma que não tem relação com o motivo da internação dele no hospital e no momento da alta o paciente não apresentava este quadro.

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