Idosa de 70 anos ficou mais de seis horas na fila esperando atendimento na UPA Abadia. De acordo com Sueli Maria Vieira, filha e acompanhante de Maria Aparecida Vieira, na última segunda-feira (23) havia várias pessoas que chegaram à unidade por volta de 11h, sem que tivessem recebido atendimento por volta de 17h30, quando acionou o Jornal da Manhã para reclamar da demora.
Segundo Sueli, a paciente estava sentindo muitas dores pelo corpo. Por causa disto, por volta de 13h30, ela levou sua mãe até a unidade. No entanto, devido à demora, a acompanhante chegou a registrar um boletim de ocorrência. “Eles deixam as pessoas idosas na cadeira. Lá não tem médico para atender. Minha mãe tem problemas cardíacos. Se fosse para esperar para morrer, então morre em casa, não precisa vir para hospital para morrer. Eles me falaram que tinha que esperar. É um descaso total. Cadê o direito dos idosos que eles falam tanto?! Nós não temos prefeito e ninguém para acudir a população!”, desabafa.
Sueli explicou que a mãe recebeu a cor verde na classificação de risco. Por este método, a situação é considerada como pouco urgente. Nestes casos, os pacientes são orientados a procurar uma unidade básica de saúde ou esperar o atendimento na UPA. Porém, os casos de urgência e emergência têm prioridade. “Eles não me falaram nada. Eles só falaram que havia 30 pessoas e que ela deveria esperar. Tinha um outro senhor sem condições de colocar o pé no chão. É um descaso!”, complementa Sueli.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde posicionou que a paciente Maria Aparecida Vieira deu entrada na UPA Abadia às 13h40, passou pelo acolhimento e foi classificada como “verde” – pouco urgente – na classificação. Ela foi reavaliada e classificada como “amarelo” – urgente. Além disto, a unidade recebeu muitos casos “vermelhos” – emergência absoluta – na segunda-feira (23). Com isto, os médicos foram deslocados para atendimento prioritário na ala vermelha, o que resultou em tempo de espera maior.