A Semana da Vida foi instituída em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Igreja Católica encerra na próxima terça-feira, dia 8, a Semana da Vida, fechando com o Dia do Nascituro (o que foi concebido mas ainda não nasceu – feto). Excepcionalmente este ano, Uberaba realiza ao mesmo tempo as semanas nacionais da Vida e da Família durante as missas deste domingo em todas as paróquias. A mudança se deu em razão da Semana da Família coincidir com a festa de Nossa Senhora da Abadia, Padroeira de Uberaba, no mês de agosto.
A Semana da Vida foi instituída em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e é comemorada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro (8).
De acordo com o padre Fabiano Roberto Silva dos Santos, da Paróquia Santíssimo Sacramento, a semana é resultado da união entre CNBB e demais órgãos, como o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, envolvendo evangélicos, católicos e demais religiosos, escolas e outras instituições que promovem o evento com objetivo de conscientizar a sociedade para a defesa da vida. “Este ano nós estamos celebrando a Semana da Vida com mais intensidade porque a partir da semana que vem começam os trâmites de legalização ou de votação de temas contrários à vida, como o aborto, a eutanásia e outros instrumentos. Tanto é que em 8/10, Dia do Nascituro, vamos ter uma mobilização nacional, e em Uberaba não será diferente”, ressalta.
Na próxima terça-feira, a intenção, segundo padre Fabiano, é lotar o Santuário da Abadia, às 20h, onde haverá um momento de oração pela vida. “Estamos vivendo um período que costumo chamar de ‘modernidade gelatinosa’, principalmente em torno da vida. Quando levamos em consideração educação, saúde, política, ética e moral, vemos que nosso país não está preparado para dizer ‘somos um país onde o aborto ou as drogas são legalizados’, porque muitas coisas que são essenciais estão sendo deixadas de lado. Estamos ficando, cada vez mais, doutores nos fins e não nos meios, com distanciamento e falta do essencial. Tenho muito medo, porque não estamos prontos para dizer se isso ou aquilo pode no país. Para muitas coisas que não devem ser feitas nós ainda não conseguimos dizer não e ainda permitimos, como corrupção, violência, entre outras”, pontua.