CIDADE

Iluminação pública precária é motivo de cobrança

Segundo os moradores, com a chuva a fiação chega a pegar fogo, deixando o bairro sem energia por vários dias

Thassiana Macedo
Publicado em 11/01/2016 às 07:42Atualizado em 16/12/2022 às 20:33
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Foto/Neto Talmeli

O galpão está em péssimas condições, o que prejudica o visual do bairro, além de abrigar andarilhos

Entre os problemas relatados por moradores do Conjunto Silvério Cartafina está a falta de energia durante chuvas na região; além disso, a população reclama que a iluminação também é precária em algumas ruas. Uma delas é a rua Bruno Martinelli. Segundo os moradores, com a chuva a fiação chega a pegar fogo, deixando o bairro sem energia por vários dias.

Conforme nota da assessoria de comunicação da Cemig, o último registro de interrupção acidental para a região ocorreu no dia 13 de novembro de 2015 e teve como causa uma descarga atmosférica. A interrupção anterior, ocorrida dia 6 de julho de 2015, foi ocasionada por uma manutenção programada realizada pela Cemig, com o objetivo de promover serviços para a melhoria na rede elétrica do local. Quanto à iluminação urbana, a Cemig ressalta que ela é de responsabilidade do Município.

De acordo com o Departamento de Iluminação Pública da Secretaria de Serviços Urbanos, a iluminação do bairro atende aos requisitos da norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, NBR-5101, e, portanto, a iluminação da rua não é precária, especialmente na rua Bruno Martinelli, que conta com iluminação ao longo de toda a via. A melhoria da tecnologia das lâmpadas está prevista na PPP (Parceria Público Privada) de iluminação pública.

Ou seja, 100% das luminárias serão substituídas pela tecnologia LED, mas trata-se de um trabalho amplo, que atenderá toda a cidade.

Outra questão abordada pelos moradores é o abandono em que se encontra o galpão comercial instalado na rua Rosa Maria Frange. Em conjuntos habitacionais mais antigos eram construídos centros comerciais, com o objetivo de favorecer a movimentação econômica no bairro. Porém, hoje, vários cômodos estão fechados, deixando o local com aspecto de abandono e à mercê de vândalos e usuários de drogas.

Segundo a moradora Renata dos Santos Sousa, o bairro carece de estabelecimentos que comercializem alimentos e outros produtos de primeira necessidade. Em razão da falta, a população precisa ir longe para fazer compras, até mesmo urgentes. Além disso, Renata conta que há uma passarela no bairro, mas muitas pessoas têm deixado de caminhar no fim da tarde por conta da insegurança.

A moradora ressalta ainda que no final da mesma rua há uma praça que precisa de revitalização. Ela alerta para a necessidade de poda das árvores e a possibilidade de instalar uma academia ao ar livre para aproveitar o espaço para o lazer comunitário e afastar os usuários de drogas.

Quanto ao galpão comercial, dois são da Prefeitura e estão fechados aguardando a reforma, cujo projeto está em desenvolvimento e em busca de recursos.

Os demais são de responsabilidade de particulares, mas o Departamento de Posturas da Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte, enviará um agente de fiscalização para vistoriar o local. Se realmente for constatado o estado de abandono, o proprietário será autuado de acordo com o Código de Posturas do município.

Quanto às reclamações sobre a praça na rua Rosa Maria Frange, a assessoria informa que foram encaminhadas à Secretaria de Serviços Urbanos, a fim de solicitar à equipe de poda para avaliar a situação e executar o serviço, assim como a revitalização. De acordo com a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Funel), recentemente foi instalada uma academia ao ar livre no bairro, mas a sugestão para instalação nesta outra praça será estudada.

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