O Índice FipeZAP de Locação, que acompanha o preço do aluguel em nove capitais brasileiras, registrou variação real negativa de 7,6% no período de doze meses, encerrado em maio de 2015. Esse percentual é obtido descontando-se a variação da inflação no período, que é de 8,47%, medida pelo IPCA/IBGE, de 0,23%, que é a variação nominal dos preços de locação. Essa foi a 12ª queda real consecutiva nessa base de comparação.
De acordo com a corretora de imóveis Sandra Blanco, as perspectivas continuam negativas para quem tem casa para alugar, pois o mercado vivencia uma situação de queda nos preços de aluguel, a despeito da inflação estar em ascensão. “Os aluguéis sempre estiveram atrelados ao mercado. O que impulsiona o segmento é a demanda e a oferta de moradia. E hoje temos mais produtos para locação do que candidatos interessados na ocupação deles”, esclarece.
Em Uberaba, a especialista destaca que, apesar de ser uma cidade de porte menor, a situação não é diferente do cenário das capitais, quando se considera a queda real dos preços de aluguel. “Existe uma tendência nacional de queda nos preços dos aluguéis em relação à inflação, em torno de 6%. Enquanto em maio o IPCA registrou aumento de 8,13%, em 12 meses, a variação do preço médio praticado nos novos contratos de aluguel não passou de 1,5%, no mesmo período. Por isso, hoje temos em torno de 15% a 20% imóveis desocupados para locação. Quando há desemprego e queda de renda, ocorre o desaquecimento de vários setores como a desocupação de imóveis, aumentando a oferta” informa Sandra.
Em fevereiro, o preço do metro quadrado de nível médio custava em torno de R$15, e de categoria superior, cerca de R$22. Porém, a corretora afirma que o preço médio sofreu ligeira queda. “É difícil quantificar, pois ainda existe muita distorção na precificação dos aluguéis em Uberaba. Um exemplo disso é que podemos encontrar apartamentos idênticos em um mesmo edifício com preços completamente diferentes”, completa a corretora Sandra Blanco.