O presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Júnior, disse que a indústria mineira repudia a decisão do governo
A esperada compreensão dos brasileiros com o aumento no imposto dos combustíveis, manifestada pelo presidente Michel Temer (PMDB), ao que parece, ainda não existe. Depois da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se posicionar contrária, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) seguiu o mesmo caminho.
O presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Júnior, disse que a indústria mineira repudia a decisão do governo de aumento de impostos como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social (Cofins) sobre produtos como o etanol, a gasolina e o diesel. O objetivo do governo é arrecadar R$10,4 bilhões para suprir o déficit primário de aproximadamente R$140 bilhões do orçamento público.
“O Brasil precisa de mais eficiência na gestão, gerar mais recursos através da produtividade e não por decreto”, afirmou. Ele enfatizou que o aumento de tributos afeta diretamente a competitividade da indústria mineira e brasileira em um momento em que não podem ser cometidos erros. “É importante salientar que antes de repassar a ‘conta’ para a sociedade, é obrigação do governo buscar uma gestão mais enxuta, cortando a ineficiência e valorizando ações que estimulem o nosso crescimento,” disse o líder empresarial.
Machado Júnior salientou que várias medidas foram tomadas visando à recuperação da competitividade econômica do país, como a reforma trabalhista e o Refis. “Estamos vendo um esforço do setor produtivo em discutir e aprovar propostas que beneficiem nossa retomada econômica. Após grande mobilização, tivemos aprovada a reforma trabalhista e até 31 de julho estamos acompanhando o andamento do Refis, que permite às empresas fazerem sua regularização de créditos tributários tanto no âmbito federal quanto no estadual”, pontuou.
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