CIDADE

Infestação de mosquito no centro gera risco de epidemia de dengue

Especialistas afirmam que água parada e calor formam a combinação ideal para o desenvolvimento das larvas do mosquito Aedes aegypti, famoso por transmitir a dengue

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 15/11/2011 às 19:40Atualizado em 19/12/2022 às 21:22
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Especialistas afirmam que água parada e calor formam a combinação ideal para o desenvolvimento das larvas do mosquito Aedes aegypti. Famoso por transmitir a dengue (e também a febre amarela em algumas regiões), a cidade vive em estado de alerta há alguns anos, por causa do índice de infestação do mosquito. Em 2010, por exemplo, foram mais 3 mil suspeitos da doença, sendo confirmados mais de 2.300 casos. Neste ano, foram registrados 2.476 suspeitas e 1.529 diagnósticos positivos para dengue clássica, dois para dengue com complicações e um para febre hemorrágica.

Para agravar ainda mais a situação, a região central da cidade apresenta índice de infestação do mosquito transmissor da doença acima de 5%, considerado alto. Realidade apontada pelo último levantamento de índice, que ocorreu entre os dias 19 e 21 de outubro. Somando todas as regiões da cidade, Uberaba é classificada com médio risco.

Para o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses, André Luís Ribeiro, este índice nos bairros centrais é motivo de maior atenção. “É preocupante por que existe um fluxo de pessoas muito grande. Se o vírus circular naquela região, tendo pessoas doentes, a disseminação da doença para outras regiões periféricas é grande. Então há um risco muito grande da propagação da doença”, observa.

Dentre os bairros que pertencem à área de alto rico estã Centro, Vila Maria Helena, Jardim Alexandre Campos, Abadia (próximo ao Hospital de Clínicas) e Morada das Fontes. Um dos possíveis fatores que contribuem para o alto risco na região central está associado à recusa do serviço prestado pelos agentes e também pelo aumento de imóveis fechados.

Segundo o levantamento do departamento, as cinco localidades apresentaram um índice superior ao preconizado pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de 10%. O bairro que teve maior índice é o Alexandre Campos, com 29,22%, seguido pela Vila Maria Helena (21,18%) e Morada das Fontes (15,14%). Na região, o departamento está realizando uma intensificação no trabalho, além de distribuir informativos à população.

Para o supervisor de endemias, José Donizete Vilela, grande parte dos imóveis está desabitada, sendo que os proprietários mudaram para outra residência e não apresentam uma forma de localizá-los. “Os imóveis que estão nas imobiliárias são todos tratados. Mas, com a mudança e sem contato, isso dificulta o nosso trabalho. Solicitamos que as pessoas entrem em contato com o Disque Dengue, por meio do número 3317-4660, para agendar um horário. Não apenas daquela região”, solicita.

Sobre o risco de epidemia, o diretor ressalta que esta hipótese não está descartada. Ele entende que existem fatores que podem contribuir para o aumento do número de casos da doença, dentre eles a possível introdução do novo sorotipo, DEN IV, que foi registrado na cidade de Frutal. Na cidade ainda não foi confirmada a existência deste vírus. “De acordo com o Ministério da Saúde, se toda a cidade estivesse em alto risco, a possibilidade de epidemia seria elevada. Mas em Uberaba, com médio risco, a possibilidade é menor”, avalia.

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