Ele visitou diversas instituições, entre elas o Arquivo Público, em busca de informações sobre a origem histórica do nome
Caçu ou Cassu? A cidade de Goiás, atualmente reconhecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a primeira grafia, é palco de mobilização popular, encabeçada pelo jornalista, advogado e escritor José Faria Nunes, para que o nome histórico – com dois ‘s’ – seja retomado. José Faria esteve ontem em Uberaba, onde visitou diversas instituições, entre elas o Arquivo Público, em busca de informações sobre a origem histórica do nome, para embasamento de sua manifestação. Conforme explica o estudioso, ele procurou Uberaba para as pesquisas porque a cidade de “Cassu” teve como pioneiros e desbravadores, uberabenses como Neca Borges e Pedro Paula de Siqueira. Aquele município fora criado em 1953, por lei que institui a grafia com dois ‘s’, historicamente utilizada pelo povoado desde 1858. Ocorre que quatro anos mais tarde o nome foi adotado pelo IBGE com “ç” e até hoje essa segunda escrita é seguida. O jornalista defende que, além do nome “Cassu” estar garantido, ou seja, ser oficial, segundo a legislação estadual do início da década de 50 que criou a cidade, a palavra tem raízes históricas em Uberaba. “Aqui o nome era familiar já no século XIX, a exemplo da Fábrica de Tecido Cassu, primeira da cidade, além da Fazenda Cassu, onde se realizou, em 1906, a primeira exposição de gado zebu do Brasil”, ressaltou o pesquisador. O manifesto de resgate da grafia histórica foi aderido por populares de diversos Estados brasileiros e a pretensão foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás e ao Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.