Para além de um direito, o nome é um elemento de individualização e uma etiqueta que será carregada por toda a vida. Contudo, para além dos 10 nomes mais comuns em Uberaba, no ano de 2021, como Arthur, Helena, Miguel, Benício, Gael, Heitor, Alice, Theo, Davi e Cecília, alguns responsáveis inovaram nas escolhas.
É o caso do Kyscilo Roalle, por exemplo. A mãe dele inventou o nome, mas hoje já não se lembra nem de como surgiu a ideia. Ainda bem que o jovem estudante de Odontologia adora. “Eu adoro meu nome principalmente pelo fato de ser diferente e difícil. Sou o único com esse nome que eu conheço até hoje”, relata.
Já a Ackssa Lohanny recebeu uma homenagem com uma pitada brasileira. “É um nome hebraico da história de Moisés, a escrita na Bíblia é ‘Acsa’, minha mãe deu o jeitinho brasileiro e colou “Ackssa” mas o significado é o mesmo, significa enfeite”, contou a estudante de Odontologia.
O nome dela ainda é composto, mas o Lohanny nunca teve curiosidade de pesquisar. Essa jornalista aqui ficou curiosa e encontrou que o nome é de origem francesa e significa “aquela que pertence ao Reino de Lotário”.
A história de mudar o nome depois de um tempo também aconteceu com a da cirurgiã-dentista Glíssia Carolina Teobaldo dos Reis Nunes. Ela conta que a mãe havia escolhido o nome Carolina, mas uma prima havia recebido esse nome recentemente, então teve a mudança para Glíssia, por conta de uma amiga da época. “Quando era criança já quis trocar, os amiguinhos zoavam por ser diferente. Hoje em dia gosto bastante do meu nome, acho bastante referente”. O significado do nome é ‘adorável’.
Podemos encontrar muitas pessoas com nomes diferentes, e que gostam da ideia de serem exclusivos, mas pode ter pessoas que não gostam. Desde o dia 27 de junho, passou a ser permitido no Brasil, a qualquer pessoa maior de 18 anos, a alteração de nome diretamente em Cartório de Registro Civil, independentemente de prazo, motivação, gênero, juízo de valor ou de conveniência (salvo suspeita de vício de vontade, fraude, falsidade, má-fé ou simulação) e de decisão judicial.
Há quem receba um nome composto e gosta somente de um deles. É o caso da publicitária Glaúcia Megumi Hamamoto, que está refletindo bastante sobre a mudança oficial. A descendente de japoneses conta que, por ter crescido em escolas onde a cultura era basicamente japonesa, até os 7 anos de idade sempre foi chamada de Megumi. Na adolescência, começou a ser chamada de Gláucia, mas isso ficou confuso.
"Nunca me identifiquei com tal, achava que era um “nome de gente velha” e depois de morar 1 ano no Japão onde só me chamavam de Megumi, pude perceber que era isso. Eu sou a Megumi”, explica.
A jovem se chamaria Bianca e enquanto a mãe se aprontava para ir pra sala de parto, veio o nome Gláucia. Ela diz que só conheceu uma Gláucia, e a chamavam de Glau. E nesse último instante, avisou ao pai que não ia mais ser Bianca, e sim, Gláucia.
Já Megumi é apenas um costume de colocar um nome Japonês depois do “brasileiro” porque os avós tinham dificuldades de pronunciar nomes “brasileiros”.