CIDADE

Lançado livro das histórias de 9 bairros escrito por estudantes

O Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social, em parceira com o Arquivo Público, realizou lançamento da 4ª edição do livro

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 13/12/2011 às 22:03Atualizado em 19/12/2022 às 21:02
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O Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social, em parceira com o Arquivo Público de Uberaba, realizou o lançamento da 4ª edição do livro “Meu bairro tem história, eu tenho futuro”, no espaço Tattersal ABCZ. A obra conta a história de nove bairros da cidade, sob o olhar das crianças e adolescentes. Neste ano, alunos de seis anos de idade também participaram do projeto. No entanto, grande parte dos estudantes das oito escolas públicas e uma instituição comunitária, tinha faixa etária de 8 a 17 anos.

Segundo a coordenadora Lilia Coelho, o projeto é trabalhado durante um ano. Dividido em duas etapas, os alunos realizaram visitas ao Arquivo Público, onde foram apresentados os documentos antigos, participaram de oficinas de entrevista oral e desenvolveram a autobiografia antes de ir a campo.

No segundo momento, eles visitaram comércios, creches, praças e postos de saúde. “Então eles começaram a se apropriar da história daquele local. Eles conversaram com os moradores antigos, que contaram como era o bairro antigamente, as suas dificuldades e o que é preciso ser melhorado”, ressaltou a Lilia.

Para a coordenadora, o grande propósito do projeto é tornar crianças e adolescentes protagonistas de sua própria história. “O resultado ao longo deste tempo é realmente muito bom. Sempre abrimos o edital para todas as escolas. Até hoje, todas as escolas que se inscreveram para participar, executaram o projeto”, reforçou Lilia, incluindo que durante todas as edições do projeto, 48 professores – de 35 escolas e instituições – foram capacitados para auxiliar os alunos. A ação atendeu 856 crianças e adolescentes diretamente e contou a história de 31 bairros de Uberaba e também da cidade de Delta, nos quatro anos de execução do “Meu bairro tem história, eu tenho futuro”.

Segundo a professora Marise Diniz, atualmente voluntária do projeto, o trabalho valoriza a história de vida e do local onde a criança e os adolescentes estão inseridos, ampliando a cidadania. “Quem conhece o local, gosta, valoriza as pessoas que trabalham para o bairro ficar melhor, podem se integrar a estas ações que possivelmente ficará presente na vida social”, observou a professora, complementando que estes alunos estão atuando no registro e documentação da história do bairro.

De acordo com a coordenadora do Instituto Agronelli, Mariângela Camargos, o projeto vem atingindo o seu objetivo e superando expectativas, tendo em vista que neste ano, a 6ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social certificou o Projeto Cultura e História do Meu Bairro como Tecnologia Social incluindo-o no banco de tecnologia social da Fundação. “Isto significa que ele pode ser usado em qualquer parte do Brasil, pois tem uma metodologia que aceita a legislação que pode ser aplicado”, destacou Mariângela.

Nesta edição do projeto, os bairros e as escolas contempladas foram: Silvério Cartafina (E. M.l Padre Eddie Bernardes); Elza Amuí (E. E. Irmão Afonso); Fabrício (E. M. Uberaba); Jardim Terra Santa (Casa do Menor Coração de Maria); Morada do Sol (E. E. Leandro Antônio de Vito); Parque das Américas (E. M. Olga de Oliveira); Ponte Alta (E. M. Gastão Mesquita Filho); Santa Marta (E. E. Frei Leopoldo Castelnuovo) e Zona Rural (E. M. Celina Soares de Paiva).

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