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Liberação do PIS/Pasep ajuda, mas é algo passageiro, diz economista

Desde segunda-feira (18), os brasileiros com mais de 57 anos estão liberados para sacar o recurso disponível

Geórgia Santos
Publicado em 20/06/2018 às 07:37Atualizado em 17/12/2022 às 10:45
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Para o economista Sérgio Martins, o importante é gerar emprego e renda, para que a economia possa crescer 

Liberação de recursos para titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) deve movimentar a economia. Segundo o economista Sérgio Martins, é um dinheiro importante no mercado, mas que é passageiro. O ideal é que houvesse aumento de emprego e renda.

Desde segunda-feira (18), os brasileiros com mais de 57 anos estão liberados para sacar o recurso disponível. Desde que tenha trabalhado com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Já em setembro, entre os dias 14 e 28 de setembro, a autorização será ampliada para todas as idades, diferentemente do que ocorria até então, quando o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez, ou fosse herdeiro de titular da conta.

“Para a economia, sempre é um dado positivo quando há um recurso como este despojado. Acontece que esse dinheiro será bem pulverizado, a exemplo do que aconteceu com o FGTS, principalmente para aquelas pessoas que possuem quantia significativa. Boa parte dela não vai para o consumo, acaba preservada. A liberação deste recurso é importante, mas é passageiro, o ideal é que houvesse aumento no nível de emprego e renda, aí seria possível perceber uma melhora por um longo período”, diz.

Por outro lado, para aqueles que irão receber dinheiro de contas inativas dos fundos PIS/Pasep, o economista Sérgio Martins orienta que é preciso priorizar as dívidas, mesmo que a quantia recebida seja menor, com certeza irá amenizar a situação. “Em segundo lugar, reserve uma parte para uma situação de emergência, apenas leve para o consumo se tiver condições de fazer. Pense antes de usar o dinheiro recebido”, afirma.

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