Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) discute com o governo federal a flexibilização da jornada de trabalho dos empregados. Se aprovado, o projeto permitirá que o empregador contrate funcionários para atuar na área por períodos menores ou variados, o que hoje é regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL), Miguel Faria, avaliou como positiva a proposta. Segundo o empresário, o varejo precisa reagir imediatamente às dificuldades do atual cenário econômico. “A carga horária poderia ser feita pelos trabalhadores do comércio e atenderia aos horários de maior movimento nas lojas. Com isso, poderíamos trabalhar com a equipe de peso em horário de pico, o que seria muito importante”, pontuou.
O presidente ainda lembra que a CLT foi criada no ano de 1940 e não sofreu atualização em relação aos momentos econômicos do país. “A CLT foi elaborada quando se iniciou o grande movimento da indústria no Brasil e hoje já não se adéqua mais. É o momento de nos adaptarmos e revermos o que em 1940 foi importante somente para a época”, avalia.
Na avaliação do gerente executivo do Sindicato do Comércio de Uberaba (Sindicomércio), Thiago Árabe, a medida é necessária e empresários e trabalhadores devem se unir para superar a situação econômica do país. Árabe ainda pontua ser necessário o diálogo entre os empregados e os patrões. “É importante o papel dos sindicatos nesta flexibilização, sejam os patronais ou os laborais, pois os direitos e deveres de ambas as partes devem ser respeitados”, enfatiza.