O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Miguel Faria
Insatisfeitos com orientação do Ministério Público, que recomenda manutenção da faixa exclusiva para os ônibus BRT, lojistas pedem ação rápida da Prefeitura. A remoção da faixa exclusiva e a volta do estacionamento na avenida Leopoldino de Oliveira, foi promessa do prefeito Paulo Piau, perante as reinvindicações dos comerciantes. Por causa do risco de sofrer processo por improbidade administrativa, PP desistiu das alterações.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Miguel Faria, enfatiza que a falta de estacionamento traz uma perda irreparável para os comerciantes do local. “Esperamos que a Prefeitura arrume uma solução rapidamente e instale mais estacionamentos no centro da cidade”, disse.
Desde a implantação do novo sistema de transporte coletivo, os comerciantes ao longo da avenida registraram redução nas vendas em 30%. Somados à atual crise econômica, fator que também agrava a situação, a queda culminou em fechamento de algumas lojas e demissões de empregados.
Miguel ainda repudia o movimento do Ministério Público contra as mudanças prometidas pelo prefeito e enfatiza que a faixa exclusiva na avenida é defasada, trazendo prejuízo para quem investiu no centro da cidade. “Os promotores estão fazendo a sua parte, mas quem paga a dívida do país e gera mais empregos e paga impostos, são os comerciantes”, disse.
Em sua página no facebook, a Prefeitura reafirmou a eficiência dos tachões e apontou São Paulo e Curitiba como exemplos. Em relação ao impacto causado pela obra, em nota, a Administração Municipal afirma que “o melhor é beneficiar a maioria das pessoas”. Já o secretário Wellington Cardoso adiantou que o prefeito autorizou estudo de estacionamento na rua Alaor Prata como alternativa.