Lojistas instalados no primeiro quarteirão da rua Artur Machado são favoráveis à revitalização do calçadão. A maioria acredita que as mudanças poderão contribuir com as vendas
Lojistas instalados no primeiro quarteirão da rua Artur Machado são favoráveis à revitalização do calçadão. A maioria acredita que as mudanças poderão contribuir com as vendas, além de melhorar o visual do tradicional corredor de compras do centro de Uberaba.
O projeto desenvolvido pelo Sebrae foi apresentado na semana que passou aos representantes da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba, da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e, ainda, do Sindicato do Comércio Varejista de Uberaba. Também estiveram presentes o prefeito Paulo Piau e os secretários José Renato Gomes (Desenvolvimento Econômico), Cláudio Junqueira (Planejamento) e Roberto Indaiá (Infraestrutura).
A primeira etapa prevê a revitalização, com troca de piso e padronização das fachadas, somente no primeiro quarteirão. Porém, não está descartada a ampliação do projeto até o quarto quarteirão da rua Artur Machado com ampliação do calçadão.
Ainda não há previsão para o início das obras, mas lojistas do primeiro quarteirão, ouvidos pela reportagem do Jornal da Manhã, acreditam que a primeira etapa da proposta, se concretizada, irá colocar fim à poluição visual e ainda alavancar as vendas, pois proporcionará um ambiente mais atrativo aos consumidores.
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A opinião dos empresários
Fotos/Fernanda Borges
“É um projeto antigo. Um sonho para nossa cidade. Muitos administradores colocam como um projeto inviável, que precisa da ajuda dos lojistas para torná-lo realidade. Eu trabalho em parceria com a Prefeitura e faço toda minha fachada imediatamente. Muitos só não concordam em arcar com as despesas de troca de piso do calçadão. Mas a fachada, sim, é de nossa responsabilidade. Nós precisamos desta revitalização.”
Ângelo Crema
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“Sou a favor, visto que há muito tempo estamos brigando para que isso possa acontecer. Junto com entidades como Sebrae, Aciu e CDL, nós fizemos um planejamento em que conseguiremos efetivar esta revitalização no calçadão. A última reforma aconteceu há dez anos. Depois, nada foi feito. Toda a calçada está irregular e as fachadas estão irregulares, causando poluição visual.”
Halex Bregolato
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“Sou a favor. A revitalização vai melhorar as vendas. Hoje, o comércio está muito fraco. Com a revitalização, haverá mudanças e melhora significativa nas vendas.”
Jéssica Goulart
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“Acho interessante. Primeiro porque o calçadão irá ficar esteticamente mais bonito e, ao padronizar as fachadas das lojas, vamos acabar com a poluição visual. Do jeito que está hoje, parece que cada um quer sobressair mais que o outro.”
Lucimar de Oliveira
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“Sou a favor deste projeto, pois vai ficar bom para todos. Hoje, vivemos uma fase onde cada um faz o que quer, e não existe harmonia entre as lojas. Mas, acredito que não vai ser fácil. Se conseguirmos a padronização das lojas, será ótimo.”
Pedro Lopes
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“Sou 100% a favor para a troca do piso. Hoje, o piso do calçadão é uma vergonha. Quanto às fachadas, eu não sei o que o projeto prevê. Vou reformar minha farmácia no mês que vem, por isso terei de me informar sobre como devo proceder. Mas sou a favor do projeto para acabar com a poluição visual. Sei que em várias cidades esta proposta deu certo.”
José Donizete Vieira Lucas
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Lideranças querem transformar o
local em “shopping a céu aberto”
Projeto de revitalização do calçadão da rua que detém a maior história comercial da cidade vem sendo discutido há muito tempo com todas as partes envolvidas. As discussões mobilizam lojistas, entidades classistas e poder público. A proposta tem como objetivo promover um shopping a céu aberto, como ocorre em outras cidades do país.
Para o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, o projeto que pode ser implantado ainda este ano não tem como proposta somente alavancar as vendas para as lojas. Segundo ele, o local também terá ambiente voltado para o turismo e lazer. Ele também defende cursos de gestão para o empresariado e de atendimento para os funcionários, em parceria com Sebrae, Senai e Sesc.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Miguel Faria, defende a implantação do projeto como forma de minimizar os efeitos da chegada de um novo shopping na cidade e, além disso, proporcionar novos desafios aos lojistas.
Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Uberaba (Sindicomércio), Marcelo Carneiro Árabe, destaca que o calçadão está mal conservado e a revitalização trará um visual mais atrativo. Ele também defende a fiscalização dos ambulantes, avaliando ser uma “concorrência desleal” para com os lojistas.
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Fechamento até o quarto quarteirão
não é bem recebido por comerciantes
A primeira etapa do projeto servirá como parâmetro para sua continuidade, segundo o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto. A proposta do Sebrae prevê prolongar o calçadão da Artur Machado até o quarto quarteirão, no cruzamento com a rua Presidente Vargas. No entanto, o dirigente explica que a proposta ainda passará por avaliação. “É uma ideia em longo prazo, primeiro vamos colocar em prática a proposta inicial do projeto. Se der certo, vamos trabalhar para sua conclusão”, explica.
Por outro lado, a segunda etapa traz desconforto aos lojistas situados no trecho onde ainda existe trânsito de veículos. Grande parte não quer o prolongamento do calçadão da rua Artur Machado.
Para Paulo Miziara, a proposta não é vantajosa, pois pode prejudicar o comércio, favorecendo os ambulantes, além de promover um estrangulamento no trânsito. Além disso, ele diz que o trecho, que atualmente é mal iluminado, servirá de abrigo, à noite, para mendigos e usuários e drogas, caso acabe com o trânsito de veículos. Para ele, este tipo de projeto não dará certo em Uberaba. A opinião do comerciante é semelhante à de outros lojistas procurados pela reportagem.
Cleito Lopes, proprietário de uma joalheria, vê com receio a proposta. Segundo ele, é preciso muito planejamento para consolidar a segunda etapa do projeto, colocando como exemplo o atual calçadão, que está sucateado e servindo de área para o comércio de ambulantes. “Se fecharem os outros três quarteirões, teremos os mesmos problemas”, destaca.
Também se posicionando contra está o comerciante Frederick Izaque. Para ele, o projeto só existe no papel, ou seja, não é viável na prática. Ele acredita que se ocorrer o prolongamento do calçadão, os problemas também se estenderão ao longo da via, citando como exemplo a presença de ambulantes.