CIDADE

Mãe acusa HC de maus tratos contra filho deficiente visual

Segundo denúncia, paciente, 27 anos, estaria no Hospital de Clínicas para se submeter a hemodiálise e teria sido dopado por enfermeiro

Thassiana Macedo
Publicado em 31/07/2014 às 08:22Atualizado em 19/12/2022 às 06:39
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Leitora Ester Mara de Freitas procurou o Jornal da Manhã para denunciar maus tratos que teriam sido praticados contra o filho Wagner Felipe de Freitas, de 27 anos, deficiente visual e portador de doença renal. A mãe acusa um enfermeiro do Hospital de Clínicas de dopar o jovem sem necessidade e um médico de negar atendimento.

De acordo com Ester, o filho faz hemodiálise três vezes por semana, mas no último dia 24 deu entrada no Pronto Socorro por volta de 17h30, após passar mal durante sessão do tratamento. Ele teria permanecido em uma maca no corredor da unidade até a manhã do dia seguinte.

De acordo com a mãe, durante a noite de quinta para sexta-feira, ela teria solicitado que um enfermeiro verificasse a pressão do jovem, porque ele reclamava de muita dor de cabeça e dor no peito. Ela conta que o enfermeiro teria machucado o braço de Wagner ao tentar aplicar soro, provocando grande sangramento. Segundo Ester, o jovem reclamou que o enfermeiro o estava machucando e sem dar qualquer resposta o profissional teria saído e retornado meia hora depois com cerca de 10 comprimidos.

A mãe questionou quais eram os medicamentos, mas relata que recebeu apenas uma má resposta. Mesmo assim, o jovem tomou os medicamentos e cinco minutos depois, enquanto tomava um copo de leite, Ester conta que ele simplesmente perdeu os sentidos e desmaiou. Questionado, o enfermeiro informou que o médico havia prescrito a medicação.

Como ela continuou questionando o motivo do calmante, já que não havia dado autorização e ele não estava agitado, o médico determinou que ela fosse retirada de dentro do hospital, mesmo o jovem sendo deficiente visual e necessitar de acompanhamento, inclusive pelo fato de estar desmaiado.

Ester Mara afirma que chamou a Polícia Militar por duas vezes, e que os policiais teriam verificado as condições de Wagner, que estava desmaiado, e solicitado atendimento do médico. No entanto, a mãe alega que o profissional teria se recusado a examiná-lo. Para ela, a revolta é ainda maior em razão de o jovem ter recebido alta no dia seguinte urinando sangue e ainda muito dopado pelos remédios.

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