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Maio terá sequência de fenômenos astronômicos visíveis em Uberaba

Juliana Corrêa
Publicado em 01/05/2026 às 10:08
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O mês de maio reserva uma sequência de fenômenos astronômicos que poderão ser observados em Uberaba, com destaque para duas luas cheias, uma chuva de meteoros e aproximações entre a Lua e diversos planetas visíveis a olho nu. Mesmo com algumas interferências naturais, como o brilho lunar, o período oferece boas oportunidades para quem aprecia observar o céu, especialmente em locais com pouca iluminação artificial. 

Maio terá duas luas cheias, ambas classificadas como microluas — quando o satélite natural está mais distante da Terra, aparentando tamanho e brilho menores do que o habitual. A primeira ocorre no primeiro dia do mês. Já no dia 31, acontece a segunda lua cheia do mês, fenômeno chamado de Lua Azul, e será a menor microlua de 2026. Apesar do nome, o satélite não apresenta coloração azulada, esta denominação se dá quando ocorre a segunda lua cheia em um único mês. 

Na noite entre 5 e 6 de maio, ocorre o pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas, uma das mais relevantes do calendário astronômico. No hemisfério Sul, a taxa pode chegar a até 50 meteoros por hora em condições ideais, embora, neste ano, a observação seja prejudicada pelo brilho intenso da Lua, ainda próxima da fase cheia. Ainda assim, é possível visualizar os meteoros mais brilhantes durante a madrugada, preferencialmente em locais afastados da iluminação urbana. Em Uberaba, para observar, o ideal é após as 2h, olhando na direção Leste, na constelação de Aquário. 

Outro destaque do mês são as aproximações aparentes entre a Lua e planetas visíveis. No dia 13, o satélite estará próximo de Saturno; no dia 14, de Marte; no dia 19, de Vênus; e, no dia 20, de Júpiter. Em todos os casos, os fenômenos poderão ser observados a olho nu, com melhor visualização em horários de céu limpo e horizonte desobstruído. Para saber se o objeto se trata de um planeta ou estrela, basta observar se piscam. As estrelas, principalmente se estiverem mais próximas do horizonte, sempre piscam, enquanto planetas, não. O uso de instrumentos ópticos, como binóculos ou telescópios, auxiliam a observação. 

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