CIDADE

Manejo inadequado seria causa de falta de água

Problema verificado no poço profundo no Centro de Reservação 6 está gerando questionamentos de vereador

Geórgia Santos
Publicado em 04/09/2011 às 16:54Atualizado em 19/12/2022 às 22:28
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Problema verificado no poço profundo no Centro de Reservação 6, em que toda população da região noroeste da cidade está sem água há dias, está gerando questionamentos de vereador. Marcelo Machado Borges – Borjão – denuncia ao Jornal da Manhã que se fosse feito um controle de abastecimento, o problema poderia ser resolvido sem que a população sofresse tanto com a falta de água.

Borjão foi conferir in loco o que está acontecendo no Centro de Reservação 6 e, por meio de conversas com funcionários do Codau, percebeu que se fosse feito manejo adequado de abastecimento de água, era possível distribuir o produto de forma igual para toda a cidade. “A distribuição está sendo mal feita nos registros perto da Estação de Tratamento de Água”, afirma Borjão.

Atualmente, a vazão do rio Uberaba é de 900 litros por segundo, o que perfaz 77,7 milhões litros por dia. Entretanto, levando em conta uma perda de 30% (23,3 milhões de litros), a oferta de água é de 54,43 milhões de litros por dia. Portanto, dividindo este valor pelo número de habitantes em Uberaba (300 mil), a disponibilidade é de 180 litros/dia por pessoa. Porém, órgãos oficiais preconizam o volume de 150 litros por habitante dia para médias e pequenas cidades. Desta forma, Uberaba tem oferta de 20,9% superior.

Diante dos números, o vereador Borjão ressalta que está sobrando água. “A falta de água não é por conta da vazão do rio Uberaba, isto está, como de costume, mesmo com a seca. As informações que recebi é que falta manejo bem feito lá na Estação de Tratamento de Água, quando está sendo distribuída para os centros de reservação”, afirma o vereador.

Portanto, Borjão explica que se regularizar o manejo, não vai faltar água, porque na verdade o CR-6 funciona como um suporte e abastece somente 7% da população, o que significa 20 mil habitantes. “Então, acho que com o estrago da bomba no CR-6, e se deixasse o abastecimento natural, iria distribuir água para este lado da cidade se o registro fosse bem feito”, explica Borjão.

Além disso, já houve bastante gasto com o poço. Em 2010 foi investido o valor de R$480 mil com o CR-6 e CR-11. “Portanto, se o Codau está gastando tudo isto, em menos de um ano atrás, pode ser falta de manutenção. Pois somente este ano o CR-6 já teve de racionar o abastecimento de água por duas vezes”, afirma o vereador.

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