Na quarta-feira um grupo acampou no interior do Centro Educacional e ainda está no local. Ontem foi realizado cadeiraço
As manifestações na UFTM estão acontecendo desde segunda-feira, quando os alunos do curso de Psicologia percorreram os corredores da instituição reivindicando a contratação de mais professores. Já na quarta-feira um grupo acampou no interior do Centro Educacional e ainda está no local. E ontem foi realizado o “cadeiraço”. Entretanto, para a reitoria da universidade, a manifestação deixou de ser pacífica diante de atitudes de vandalismo praticadas no prédio, como a pichação de paredes.
De acordo com a pró-reitora Rosimar Alves Querino, os alunos picharam as paredes, os pisos, retiraram as carteiras das salas de aula e as colocaram nos corredores, danificaram lixeiras, entre outras ações que lesaram o prédio. “Agora cabe à gente, que zela por tudo isto, apurar as responsabilidades. Não estamos contra o movimento, e o papel da universidade é, sobretudo, pedagógico. O cuidado com nosso patrimônio faz parte da construção de uma universidade. É preciso repensar as coerências destes atos, pois defendemos o direito de mobilização, mas é necessário zelar para que as pessoas tenham bom senso e respeitem a liberdade de trabalho dos nossos servidores. Vários setores foram impedidos de trabalhar justamente por conta do barulho e acesso ao prédio”, explica.
Ainda segundo a pró-reitora, desde o início do movimento a gestão tem dialogado com o grupo, inclusive já foram realizadas diversas reuniões com os estudantes num processo de escuta e levantamento das reivindicações. Os estudantes, por sua vez, até a manhã de quinta-feira estavam realizando atos pacíficos. “Havíamos agendado com o movimento uma reunião para esta sexta-feira, às 14h, para discutir as reivindicações, mas fomos surpreendidos com atitudes que não eram necessárias”, afirma Rosimar. Vale ressaltar que até a manhã de ontem a reunião desta sexta-feira não estava confirmada, e provavelmente, seria adiada.
Quanto ao atraso no pagamento dos auxílios aos alunos, Rosimar explica que a universidade tem feito todas as alterações necessárias no fluxo administrativo para garantir uma execução mais ágil, porém nem todos os mecanismos dependem apenas da UFTM. Trata-se de uma estrutura nacional. A mesma situação acontece com a contratação de professores e reformas no prédi é preciso envolvimento e recursos do MEC.