Está programada para sábado, dia 2 de junho, a Marcha Para Jesus em Uberaba. De acordo com o presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Uberaba (Conpeu), Eloísio Santos, a marcha é o maior movimento gospel do mundo e ocorre em várias cidades do Brasil.
A concentração começará às 13h, no Uberabão, e a saída será às 16h indo pela avenida Leopoldino de Oliveira até a Praça da Bíblia, próximo ao Piscinão. As atrações musicais nacionais são Samuel Mariano e a cantora Camila Campos. Músicos regionais também marcam presença na marcha, entre eles Ana Caroline, Eduardo Serafim, Cleiton de Paula, Milena Ramos, Higor Júnior, Heloisa Beatriz e Elysa Garcia.
Eloísio explica que até 2014 o número de participantes não havia ultrapassado a casa de 1,5 mil pessoas. “Em 2015 surpreendeu com cerca de 18 mil pessoas no Uberabão. Ano passado, como começou de manhã e teve vários artistas nacionais, tivemos cerca de 20 mil pessoas passando pelo evento, e à tarde, na Praça da Bíblia, teve um horário com mais de 6 mil presentes. Acreditamos que esse ano supere 25 mil pessoas durante todo o evento”, explica ele.
A música gospel já é reconhecida como manifestação cultural para fins de recebimento de benefícios pela Lei Rouanet. A formalização da condição consta da Lei 12.590/2012, publicada no Diário Oficial da União em 2012.
Grupo de Pastores realiza vigília de oração, às 22h, na praça da Bíblia, por 40 dias consecutivos, antecedendo a Marcha Para Jesus em Uberaba. O objetivo é orar e pedir a Deus pelo bem do evento.
Na base da oração, Marcha para Jesus tenta driblar efeitos da greve
"Deus é fiel! Eles já estão a caminho", celebrou a bispa Sonia Hernandes, num culto de sua igreja, a Renascer em Cristo, neste domingo (26).
Despachados para São Paulo estavam, finalmente, equipamentos que serão usados no principal evento do calendário evangélico do Brasil, organizado pela Renascer.
Não está sendo fácil colocar em marcha a Marcha para Jesus 2018, que percorrerá 3,5 km em São Paulo nesta quinta-feira (31). Não em meio a uma greve de caminhoneiros que paralisa rodovias e ameaça o combustível tanto dos 11 trios elétricos programados para o dia quanto dos ônibus que transportarão centenas de caravanas, muitas do interior de São Paulo.
Percalços à parte, "estamos orando pelo país e pelos caminhoneiros que estão na estrada, que estão neste grande movimento que é de direito", diz um dos organizadores, Marcelo Aguiar (DEM-SP), suplente de deputado federal e cantor que iniciou sua carreira gospel na banda Renascer Praise.
Faltavam 2 dias, 5 horas e 26 minutos para a 26ª edição da Marcha para Jesus, como apontava a contagem regressiva no site oficial do evento, quando o bispo Geraldo Tenuta ligou para a repórter. Bispo Gê, como é conhecido, queria assegurar que, apesar do atraso, tudo daria certo no final.
"Três trios já saíram de Ribeirão Preto, quatro sairão hoje à noite de Curitiba, dois já estão na capital [paulista]. Só dois continuam em Minas, que está com bloqueio [de estradas]", afirmou ele, que é presidente da Renascer.
Outra "situação delicada" já foi contornada: a montagem do palco
que receberá estrelas do cancioneiro gospel como Aline Barros e Damares, na praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, zona norte paulistana. Parte da estrutura tinha ficado retida pela paralisação, diz Gê.
Fundador da Renascer ao lado da esposa, a bispa Sonia, o apóstolo Estevam Hernandes exaltou "o hiper mega palco sendo montado para honra e glória do Senhor".
A expectativa de público não desidratou por conta da greve, segundo Gê. "O que a gente tem como facilitador: o grande contingente que vem para a Marcha é da cidade de São Paulo mesmo, e o metrô sempre foi nosso maior aliado". A organização também conversa com as caravanas para ninguém "abrir mão de vir", afirma.
"Como o povo é evangélico, o estímulo é maior do que se fosse apenas um evento qualquer. A nossa disposição é transpor qualquer barreira."
A escalada da greve tem feito várias igrejas suspenderem cultos.
Em redes sociais, o pastor Silas Malafaia anunciou que, "velando pela segurança pública" daqueles que não teriam como se locomover livremente, cancelaria eventos como a Vigília da Resposta. Suas pregações virtuais incluíram o tema "a crise no Brasil é culpa do pecado do povo?". (Folhapress)