CIDADE

Médicos de Uberaba não aderem à paralisação nacional do SUS

Nesta terça-feira, dia 25, médicos de 22 Estados irão protestar contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho

Thassiana Macedo
Publicado em 25/10/2011 às 00:07Atualizado em 19/12/2022 às 21:42
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Nesta terça-feira, dia 25, médicos de 22 Estados irão protestar contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho e de assistência oferecidas na rede pública de saúde, o SUS. Cerca de 20 Estados confirmaram suspensões dos atendimentos eletivos, ou seja, consultas, exames e cirurgias sem urgência. Em Uberaba, médicos não irão paralisar.

De acordo com o presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba (SMCU), Sandro Pena Corrêa, o município não irá aderir à paralisação de 24 horas, já que a categoria tem outro tipo de vínculo empregatício. “Em Uberaba, o Hospital de Clínicas da UFTM, na verdade, não atende SUS, porque o cirurgião não recebe por procedimento, recebe é um salário fixo, verba que vem do Governo Federal e é pago ao hospital. Os que vão parar são Santas Casas, em que os médicos recebem somente o que vem do SUS. Já o Hospital Beneficência Portuguesa também tem uma negociação diferente, em que a Prefeitura paga por plantão”, esclarece.

No entanto, segundo Sandro Pena, isto não significa que a categoria em Uberaba esteja totalmente satisfeita com o que recebe, embora seja um valor fixo. “Mesmo assim, é defasado, devido à dificuldade que vivem hospitais universitários, que acabam dependendo de verbas extras, porque se funcionassem apenas com o que é pago por procedimento, seria inviável. A maioria dos hospitais que recebem pelo SUS também atende particular para tentar compensar, é o que o Hospital da Criança, por exemplo, faz para sobreviver”, completa o médico.

Paralisação. O movimento – coordenado pela Comissão Pró-SUS, composta por Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – quer chamar a atenção das autoridades e da população para os problemas que afetam o setor e que comprometem a qualidade do atendimento oferecido. A expectativa da categoria é de que pelo menos metade dos 195 mil médicos que atuam no SUS pare de trabalhar.

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