FORTE ODOR

Meio Ambiente aciona perícia estadual contra mau cheiro em bairros de Uberaba

Caso foi relatado pela primeira vez em outubro de 2022

Letícia Marra
Publicado em 13/02/2023 às 15:19
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Forte odor está relacionado ao uso de um produto químico na produção asfáltica (Foto/Arquivo JM/Jairo Chagas)

Forte odor está relacionado ao uso de um produto químico na produção asfáltica (Foto/Arquivo JM/Jairo Chagas)

Mais uma vez, o mau cheiro na região de Uberaba incomoda moradores de, pelo menos, cinco bairros. Ainda em outubro, leitores apontaram para forte odor que invadia os bairros Jardim Maria Alice, Tancredo Neves e Vila Militar no período da noite. Desta vez, o incômodo chegou também aos bairros Eldorado, Morada do Sol e Boa Vista e a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) acionou o Ministério Público de Minas Gerais para solicitar uma perícia especial, já que não é possível detectar irregularidades  com os recursos locais.

De acordo com relato enviado à reportagem do Jornal da Manhã, o mau cheiro causa náuseas e dor de cabeça. A suspeita da causa do mau cheiro, ainda no ano passado, segundo investigações da Semam, seria um composto sem licenciamento ambiental utilizado na produção de massa asfáltica. 

Segundo Sílvio Argondizzi, presidente da Associação de Bairro do Jardim Maria Alice, a empresa havia suspendido o uso do produto, mas retornou. “Cerca de 60 pessoas tiveram que ir pro pronto socorro, porque estavam passando mal, com o cheiro forte”, garante. Ainda não há comprovações de ligação entre indisposições e o mau cheiro. 

Em contato com o secretário de Meio Ambiente, Edno da Silveira, foi informado que a pasta está monitorando constantemente este problema e realizaram fiscalização junto às empresas de usinas de asfalto nas imediações dos bairros Eldorado e Jardim Maria Alice. Em nenhum dos momentos foi detectado presença de odores na atmosfera e nem nas imediações das empresas. 

"Mesmo assim, continuamos fiscalizando essas atividades. Estivemos em contato com o Ministério Público de Uberaba, que não vislumbra uma forma de impedimento do uso do produto oriundo da produção de manta asfáltica, pois não existem provas concretas e materiais sobre esse problema atmosférico, nem laudos médicos registrando casos de problemas de saúde nas pessoas junto aos postos de saúde ou hospitais da cidade, que identificam ser provenientes da inalação de substâncias oriundos de empresas”, informa o titular da Semam. 

No âmbito de ações da gestão municipal, o Grupo de Resposta a Desastre (Grede), reuniu na última semana, para avaliar a situação e está sendo produzido documento imediato de solicitação de perícia especializada ao Ministério Público Estadual, que será encaminhada também ao Corpo de Bombeiros em Belo Horizonte, pois na região não há este tipo de suporte técnico para o caso. 

Edno ainda orienta que os moradores promovam ação civil pública na justiça local para ter os direitos à qualidade de ar adequados preservados. Ele ainda cita os direitos de vizinhança, que são parte do Direito Civil que dispõe sobre algumas limitações ao uso pleno da propriedade.

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