Apesar da crise no setor imobiliário em todo país, Uberaba se mantém estável no mercado e ainda aponta ser um bom nicho para investimento. Em recente avaliação realizada pela revista Exame, a cidade alcançou a 52ª posição no ranking entre as 100 melhores cidades brasileiras para se investir em imóveis.
Tanto no mercado de venda quanto no mercado de alugueis, o setor ainda não sente a falta de procura, apesar de já estar percebendo sinais de estagnação. Ademais, imóveis com placas indicativas “aluga-se” na cidade ainda não fizeram com que houvesse redução considerável em seus preços.
O delegado regional do conselho dos corretores de imóveis, Leandro dos Santos, atribui a estabilidade do setor aos centros universitários da cidade e às instalações de novas empresas. “O único desaquecimento que teve foi o fechamento de postos de trabalhos, que gerou algumas desocupações nos imóveis. Se formos analisar, tem muita gente vindo para Uberaba”, disse.
Já no setor da construção civil, um loteamento e apartamento lançados no início do mês esgotou em menos de 48 horas, o que mostra o interesse pela a casa própria e pelo investimento na cidade. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil, Roberto Velludo, o ritmo das instalações de empresas na cidade influencia diretamente no ritmo da oferta de novos empreendimentos.
“Uberaba está um pouco diferente do resto do Brasil. O ponto que faria a cidade ficar completamente diferente do resto do país seria a implantação da fábrica de amônia. A redução na velocidade de construção dela deu uma esfriada. Estávamos esperando um movimento grande, pois a empresa geraria em torno de 1.500 empregos diretos”, explica Roberto.
Para driblar a possibilidade de crise, as construtoras já começam a oferecer condições melhores para atrair os compradores. Ainda de acordo com Velludo, existe uma grande oferta e, para movimentar o mercado, o comprador deverá encontrar preços e condições mais acessíveis. “Se formos comparar ao segundo semestre de 2014, [o setor] já está começando a ter uma reação. Os preferidos são os imóveis comprados direto na planta justamente por conta das opções de pagamentos”, afirmou o presidente.
No mercado de imóveis prontos, disponibilizados para aluguel, Leandro explica que o empresário que investe em seu bem, consegue ocupá-lo com maior facilidade. “Os preços não caíram consideravelmente e apartamentos bem equipados continuaram no mesmo valor. Não há dificuldade de locação em imóveis bons. Já para imóveis mais fracos, a tendência é abaixar. Pessoas que procuram um local para alugar querem ter comodidade e não trabalho ou gastos com o local”, finaliza.