CIDADE

Mês de janeiro já começa chuvoso desde o dia 1º, porém, águas se encerram mais cedo em 2022

Rafaella Massa
Publicado em 31/12/2021 às 12:59Atualizado em 18/12/2022 às 17:22
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Uberabenses podem preparar os guarda-chuvas e galochas, pois a previsão do tempo diz que esta será uma virada de ano chuvosa para a região do Triângulo Mineiro. A previsão é confirmada pela climatologista Wanda Prata: "Não vai ter enchente, mas terá muita chuva".

Prata conta ainda que a previsão é que chova em qualquer horário e podemos aguardar mais água para a semana que vem. "Nós vamos ter chuva. Não será com enchente, mas tem previsão de chuva para hoje, a qualquer hora. As chuvas continuam neste final de semana e continuam semana que vem. O réveillon será debaixo de chuva, a chuva vai atrapalhar muito, o reveillon de rua irá atrapalhar bastante".

A climatologista explica que essa chuva é causada pela formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) aqui no sudeste, e que os governantes precisam ter atenção nesse período.

"Todo ano nós temos a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul. Então, as grandes enchentes que nós tivemos aqui foram todas com a ZCAS e desse ano pra cá nós vimos as ZCAS se formarem não mais a partir do litoral de São Paulo, passando pelo Triângulo e Mato Grosso. Agora, o anticiclone carrega a pressão para o litoral do Espírito Santo e Bahia e ali ocorre a formação das ZCAS. Então, você cria uma linha de chuva muito grande, desde os Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia e essa ZCAS dura 4 ou 5 dias, quando ela não se refaz e prolonga por mais 4 ou 5 dias. Então, tenho visto uma formação dessas ZCAS ali, ao norte", explica a climatologista. Essa Zona de Convergência é uma das causadoras das enchentes que tem preocupado o estado da Bahia e norte de Minas, deixando diversas pessoas desabrigadas e despertando estado de calamidade.

Ainda referente às previsões para janeiro de 2022, Wanda explica que não há previsão de frentes frias subirem para o Sudeste, pois há uma interferência muito grande do Oceano Pacífico. Isso significa a formação do famoso fenômeno La Niña, que são as águas frias vindas das costa do Peru e que faz com que o sistema que vem pra dentro do continente jogue toda a água que entra pela Convergência Intertropical para a parte Norte do Brasil e deixa a parte Centro-Sul mais seca. Ou seja, menos chuva para a região Sudeste.

Mas nem tudo está perdido, segundo Wanda Prata, a formação de uma nova La Niña garantirá chuva para a região Sudeste até o mês março. No entanto, as águas se encerraram mais cedo.

"Mas esse ano nós tivemos uma alteração que até então não tínhamos visto. Nós temos lá na Antártica uma oscilação negativa. Até então era positiva, do ano passado para cá ficou negativa. Essa oscilação impede a subida das frentes e faz com que o Centro-Sul seja mais seco. Então, você tem outras partes também do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul com essa seca brava, e para nós que somos Centro-Sul estamos com seca. Então, teremos La Niña pelo segundo ano consecutivo, ai o que vai acontecer. Essa La Niña vai estar ativa no mês de janeiro, no mês de fevereiro e no mês de março esse ano as águas vão se encerrar mais cedo" finaliza Prata.

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