Cerca de 50 pessoas se reuniram ontem na Caixa Econômica Federal para reivindicar construção de muro de arrimo nos imóveis financiados no Jardim Jacarandá, no bairro Elza Amui 2.
Segundo a doméstica Valquíria Guimarães, uma das proprietárias, o terreno onde foi construído o residencial é desnivelado e, com o aterramento da construtora, chega a dar diferença de mais de dois metros, dependendo da localização da casa. “Por causa do desnível, é imprescindível que seja construído muro de arrimo, que é mais resistente. Caso contrário, há um grande perigo de na próxima chuva forte que houver na cidade ocorrer de o muro cair no quintal do vizinho.”
Diversas pessoas que também financiaram imóveis no conjunto reclamaram que, apesar de na ocasião em que foi assinado o contrato junto à CEF ter sido especificada a importância da construção desse muro, hoje os pedreiros que trabalham no local construíram do tipo convencional, cercado por grama. “Uma das minhas preocupações ao comprar o imóvel foi justamente o risco que o terreno oferecia. Porém me foi garantido que a construção do muro de arrimo resolveria o problema. Agora, querem cobrar mais R$ 2 mil de cada morador para ser construído o muro de arrimo”, reclama.
A doméstica ainda conta que os futuros moradores já procuraram a Caixa para esclarecer o problema, porém a gerência disse que é a construtora quem toma parte de assuntos relacionados à infraestrutura. “Já na construtora, eles evitam nos atender, e quando atendem, dizem que é o engenheiro que deve solucionar isso. Ou seja, um joga para o outro e no fim nada é resolvido”, afirma.
Gerente-geral da Caixa, José Antônio Ferreira explica que para solucionar a questão haverá uma reunião entre a agência e a construtora responsável, juntamente com todos os compradores. A reunião será no próximo sábado (19), às 14h, no Sindicato dos Bancários.