CIDADE

Moradores continuam reclamando de terrenos sujos pela cidade

Continuam as reclamações sobre terrenos baldios nos bairros, oferecendo risco de infestação do mosquito transmissor da dengue

Geórgia Santos
Publicado em 08/04/2015 às 21:42Atualizado em 17/12/2022 às 00:40
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Continuam as reclamações sobre terrenos baldios em bairros da cidade, oferecendo risco de infestação do mosquito transmissor da dengue. Em vários pontos, moradores se sentem incomodados com estas áreas, que na maioria das vezes estão repletas de sujeira e mato alto. Em alguns casos são áreas públicas, mas a maioria é particular, de proprietários que, mesmo com notificação e multa, não realizam a manutenção correta.

Na rua Maringá, do bairro Gameleira, moradores mais uma vez reclamam de um terreno. Não é a primeira vez que a equipe de reportagem do Jornal da Manhã atende à reclamação. Em 2013, os vizinhos chegaram a atear fogo no terreno, revoltados com a sujeira e a falta de solução por parte da Prefeitura Municipal. Poucos dias depois, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses, com autorização do proprietário, fez o recolhimento de objetos depositados no local. E, mais uma vez, o problema volta a incomodar.

“O terreno tem muro, passeio e portão. O que nos preocupa é o acúmulo de objetos. O dono não mora no local e não passa por esse incômodo. Na minha casa encontro ratos com frequência, além de animais peçonhentos. E a preocupação maior é com a dengue. Muitos vizinhos já tiveram a doença”, explica moradora, que preferiu não se identificar.

Em outro ponto da cidade, na rua Visconde do Abaeté, os vizinhos também já não aguentam mais os transtornos causados por um terreno baldio. Assim como os moradores do bairro Gameleira, também já procuraram o Departamento de Posturas, mas nem assim o problema foi resolvido. “Vários vizinhos procuraram a PMU, acredito que os fiscais não vieram. O proprietário precisa ser multado, não deveria deixar o terreno como está, cheio de sujeira. Além da preocupação com a dengue, vivemos em alerta por conta de usuários de drogas que ficam no local”, explica o aposentado Arlindo Barsanulfo de Sousa.

De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, com relação à reclamação dos moradores da rua Maringá, é expressamente proibido deposição de entulhos em áreas não autorizadas pelo município. O caso foi repassado ao fiscal da área, que notificou o proprietário para realizar a adequação. Quanto ao terreno da rua Visconde do Abaeté, segundo a assessoria, o fiscal de posturas já esteve no local, foi constatada a irregularidade quanto à falta da limpeza do terreno e, assim como no outro caso, o proprietário também foi autuado.

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