CIDADE

Moradores do Alfredo Freire 2 temem desabamento com obra

Construção de novo núcleo habitacional no Alfredo Freire em área de nível rebaixado exige a construção de muro de arrimo para garantir a estrutura superior

Geórgia Santos
Publicado em 26/08/2014 às 20:34Atualizado em 19/12/2022 às 06:16
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Obras do conjunto Alfredo Freire 4 podem oferecer risco de desabamentos, segundo moradores do Alfredo Freire 2, que fica acima da construção. Diante da denúncia, técnicos da Cohagra e o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), acompanhados de morador do bairro, realizaram vistoria na obra, ontem. Na região estão sendo construídas novas residências por meio do programa “Minha Casa Minha Vida”, do Governo Federal. E, segundo moradores, algumas rachaduras já começam a aparecer nas casas mais antigas.

“Recebi a reclamação de moradores do Alfredo Freire 2, da avenida Munir Facury, diante dos riscos de desabamentos. Para a construção do novo conjunto, a empresa alterou o nível do solo e as casas foram construídas bem abaixo das já existentes. Sendo assim, os moradores temem algum problemas e  a falta de uma base firme pode abalar a estrutura. Assim que fui comunicado dessa situação, organizei reunião com os moradores do bairro, o pessoal da Cohagra e a construtora para avaliar a existência desse risco e, a partir dessa possibilidade, adotar as medidas necessárias”, explica o vereador.

Segundo Ripposati, a reunião foi realizada há cerca de 30 dias e tudo que foi dito consta em ata. Ficou determinado que a construtora deveria construir um muro de arrimo, neste primeiro momento, nos locais em que o risco é maior, e no outro trecho – ao todo são 18 residências – em que a inclinação é menor, existe um espaço maior com terra apoiando o muro das casas mais antigas. Seria colocada, neste instante, uma lona para facilitar o escoamento da água de chuva. Tudo que foi acordado de fato aconteceu, porém, segundo o vereador Ripposati, é preciso pensar no futuro, não é possível garantir que essa terra ficará neste local por todo tempo.

“É preciso construir esse muro de arrimo em toda a extensão, antes que cheguem os futuros moradores do Alfredo Freire 4. Caso contrário, se alguém mexer nessa estrutura de terra, algo pode acontecer, e não podemos passar a responsabilidade de construir esse muro de arrimo – que não é barato – para um futuro morador. Além disso, a intenção é de que não aconteçam problemas estruturais, assim como em outros bairros recém-criados”, diz.

O diretor social da Cohagra e também engenheiro civil, José Ferreira dos Santos, acompanhou a vistoria e constatou que a empresa está cumprindo o que foi estipulado na reunião. “Tudo está dentro da legalidade, mas devemos nos preocupar com o futuro e construir o muro de arrimo em toda a extensão, antes que passe a ter morador no Alfredo Freire 4”, destaca. Já o diretor jurídico da Cohagra, Marco Antonio Figueiredo, lembrou a orientação dada pelo presidente da autarquia, Marcos Jamal, para que a obra seja embargada caso o serviço não seja realizado com segurança. “Estamos fiscalizando para que mais tarde não haja problemas, como vem acontecendo em alguns bairros com casas do MCMV”, afirma.

Os representantes da construtora, por sua vez, garantiram que vão seguir conforme o combinado. “Se na próxima reunião ficar determinada a construção do muro em toda a extensão, isso será feito, mas até o momento a situação não é de risco. A própria Defesa Civil esteve no local e em laudo constatou que desta forma a estrutura está segura”, garantem.

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