CIDADE

Moradores do Beija-Flor reclamam de poluição no Distrito Industrial 1

Para tentar acabar com esse incômodo, a corretora Tânia Vieira procurou um vereador, que esteve no bairro e pôde comprovar a situação

Geórgia Santos
Publicado em 27/08/2014 às 20:51Atualizado em 17/12/2022 às 09:38
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Moradores do bairro Beija-Flor reclamam do mau cheiro, possivelmente, causado por empresas no Distrito Industrial 1. Segundo a corretora Tânia Vieira, o incômodo sempre acontece nos fins de semana, começando na quinta-feira, e na segunda ainda é possível sentir o mau cheiro, semelhante a chiqueiro. A reclamação é de toda vizinhança, que pede providências, como fiscalização para averiguar se é tolerável esse mau cheiro.

A comunidade desta região sofre com frequência incômodos relacionados ao meio ambiente. Sempre durante a noite tem mau cheiro e, além disso, há muito tempo convive com fuligem, que, quando não é gerada por empresas de móveis, é por conta da queima da cana-de-açúcar. “Algo precisa ser feito e com urgência. Desta vez o cheiro ruim é semelhante a chiqueiro, sempre depois do expediente. Quando é durante a semana, o problema é depois das 18h e no sábado, depois das 12h. Ninguém mais aguenta essa situação, é impossível ficar em casa durante o fim de semana. Tive fortes dores de cabeça por conta deste cheiro terrível”, explica a corretora.

Para tentar acabar com esse incômodo, Tânia procurou um vereador, que esteve no bairro e pôde comprovar a situação. Ele se comprometeu a tentar resolver o problema, mas nenhum morador recebeu notícias sobre algo que foi feito. “Às vezes tenho a impressão que estou morando do lado de um chiqueiro. Como corretora, já estou com dificuldades para vender casas nessa região, que está crescendo muito. A Prefeitura precisa se mobilizar quanto a isto. Não é possível permitir que empresas geram transtornos como estes possam se instalar em um distrito perto de área residencial. Pensei em buscar os fiscais do Meio Ambiente, mas, como o problema é sempre no fim de semana, nunca encontro ninguém”, afirma. Tânia revela ainda que em dias de temperatura alta, a situação piora, porém esse incômodo é durante todo o ano, independente do clima.

A situação foi repassada ao secretário de Meio Ambiente, Ricardo Caetano de Lima, e, de acordo com ele, a fiscalização a empresas com “potencial poluidor cinco”, que se enquadram neste caso, é de responsabilidade do governo estadual, portanto, a reclamação será encaminhada ao órgão seccional de meio ambiente em Uberlândia. Além disso, ele garantiu também que vai agendar reunião com as lideranças dos bairros, direção das empresas e técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, para que sejam discutidas alternativas para amenizar o incômodo. Ricardo revela ainda que uma medida eficiente seria a aerodispersão por condensação, entretanto, é preciso avaliar economicamente se a alternativa é viável.

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