Codau e Soma Ambiental divergem sobre a situação e o tipo de lixo esparramado nas ruas do bairro e quanto ao mato a informação é de que o serviço de roçada já começou
Falha na coleta de lixo teria gerado acúmulo e sujeira ao longo da avenida Almirante Barroso, conforme registrou morador da região (Foto/Leitor JM)
Moradores do bairro Fabrício procuraram o Jornal da Manhã para relatarem problemas recorrentes relacionados ao acúmulo de lixo, mato alto e falhas na limpeza urbana, especialmente na região da avenida Almirante Barroso. Segundo as reclamações, a situação tem se agravado nas últimas semanas e gerado críticas quanto à manutenção e conservação das vias públicas. Questionadas, Soma Ambiental e Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) apresentaram versões divergentes sobre a responsabilidade pela coleta do material observado no local.
De acordo com um dos moradores, a quantidade de resíduos espalhados pela avenida e arredores tem chamado atenção. “Vários moradores da região do Fabrício estão reclamando da sujeira do bairro e da quantidade de lixo para recolherem, mas não estão recolhendo. Mato para todo lado, limpeza de rua que não acontece. Saí no meu carro e fotografei a região da Almirante Barroso; tem muita sujeira. Tenho recebido muitas críticas de conhecidos sobre a falta de limpeza na cidade”, afirmou o denunciante.
Procurada pela reportagem, a Soma Ambiental, responsável pela coleta de resíduos domiciliares em Uberaba, informou que a coleta no bairro Fabrício segue o cronograma vigente. Segundo a empresa, na avenida Almirante Barroso, que aparece nas imagens, o serviço é realizado atualmente às segundas, quartas e sextas-feiras, no período noturno, após reorganização dos setores operacionais, alteração que, conforme a concessionária, foi previamente divulgada à população.
Ainda conforme a concessionária, parte do material observado na via é resultado de descarte irregular, feito fora dos dias e horários corretos, além de resíduos provenientes da varrição e de lixo verde. A empresa destacou que, conforme definido em contrato, a coleta desse tipo de material não é de sua responsabilidade, cabendo ao poder público municipal a gestão e o recolhimento.
Diante do posicionamento da concessionária, o JM também solicitou esclarecimentos à Codau. Em nota, a autarquia apresentou entendimento diferente, afirmando que o material descartado no ponto citado se trata de lixo domiciliar, cuja coleta é de responsabilidade do Convale, que contratou a Soma Ambiental para a execução do serviço.
A Codau informou ainda que um fiscal de limpeza urbana esteve no local e constatou que, no momento da vistoria, não havia resíduos de descarte irregular ou materiais de varrição a serem recolhidos pelas equipes da companhia. Segundo o órgão, o recolhimento de materiais descartados irregularmente em avenidas ocorre ao menos uma vez por semana, podendo chegar a três vezes semanais em pontos considerados recorrentes.
Em relação aos resíduos deixados pelas equipes de varrição, a autarquia esclareceu que o recolhimento é feito no mesmo dia da execução do serviço ou, no máximo, na manhã do dia seguinte, a depender do horário de término dos trabalhos. Já quanto aos serviços de roçada e capina, a Codau informou que as atividades no bairro Fabrício tiveram início na semana passada, tendo como prioridade as avenidas principais da região.