CIDADE

Moradores do Mercês resistem em conceder área para servidão

Chuvas de março trouxeram transtornos para os moradores do bairro Mercês. Várias ruas foram alagadas por conta de um problema antigo: um córrego que foi desviado há vários anos

Publicado em 18/10/2011 às 22:58Atualizado em 17/12/2022 às 07:30
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Prefeitura encontra dificuldades para negociar com moradores do bairro Mercês que sofreram com alagamento na época das chuvas no início do ano. Mesmo antes de garantir os recursos para canalização de rede de água pluvial, o prefeito Anderson Adauto determinou algumas medidas paliativas, como a delimitação de área de servidão do córrego que se inicia na avenida Alexandre Barbosa e segue até a Afonso Rato, para evitar desvios e curvas e melhorar a vazão, sem provocar alagamentos. Entretanto, os moradores não concordaram com a ideia de ceder alguns metros de suas áreas.

As chuvas do mês de março trouxeram transtornos para os moradores do bairro Mercês. Várias ruas foram alagadas por conta de um problema antig um córrego que foi desviado há vários anos. Sendo assim, o prefeito Anderson Adauto se comprometeu em elaborar um projeto e, dentro do possível, desenvolvê-lo ainda no seu mandato. Para a viabilização da obra, foram solicitados recursos junto às Defesas Civil Estadual e Federal, da ordem de R$2 milhões, sendo R$1,1 para primeira etapa e R$800 mil para segunda.

“O projeto é para canalizar as águas pluviais nas ruas Cândida Mendonça Bilharinho, Álfen Paixão e Antônio Borges de Araújo e também em locais como na avenida da Saudade, evitando que alas se concentrem nos locais onde ocorrem os alagamentos. Mas, enquanto esses recursos não são liberados, começamos a realizar algumas medidas paliativas, como colocação de uma grelha no início da canalização, evitando entupimentos, e também um bueiro tampado, que vai impedir alagamentos, facilitando o escoamento da água”, explica o assessor de gabinete Rubério Santos.

Além disso, o assessor ressalta outra medida para solucionar o maior problema entre as ruas Evaristo da Veiga e José Felício dos Santos. “Nos reunimos com os moradores, resultando que vai ser definida uma área de servidão de quatro metros - dois metros de cada lado do córrego -, só que está havendo resistência de alguns moradores, que não querem ceder o espaço. Com este espaço seria possível o acesso das maquinas para endireitar a canalização, mas, durante as reuniões, as pessoas se revoltaram a não aceitaram a proposta”, explica Rubério, ressaltando que a Prefeitura vai acabar fazendo uma desapropriação litigiosa, mas as obras já estão atrasadas.

Antes de levar a discussão à Justiça, várias reuniões foram realizadas no Codau e na Procuradoria Geral de Município em busca de uma negociação para que os moradores liberem o espaço, entretanto, não se chegou a um consenso, mas o prefeito Anderson Adauto ainda quer ter uma conversa com os moradores.

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