CIDADE

Moradores reclamam de água parada em terreno

Terreno no centro da cidade causa preocupação aos moradores e comerciantes. O local está sujo, com mato alto

Geórgia Santos
Publicado em 09/04/2014 às 00:16Atualizado em 19/12/2022 às 08:16
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Terreno no centro da cidade causa preocupação aos moradores e comerciantes. O local está sujo, com mato alto, e também com poças de água. Localizado na rua Major Eustáquio, próximo ao número 662, o terreno possui estruturas de cimento. A base de uma obra que não teve sequência foi abandonada e acabou se tornando um criadouro do mosquito da dengue, pois em alguns pontos a água fica empoçada por dias, e é justamente isso o que preocupa a todos. Segundo a professora aposentada Nara Aparecida Elias, várias pessoas da região já tiveram dengue. Somente na residência em que ela mora foram cinco membros da família.

“Sei que o terreno é de propriedade privada, mas não sabemos de fato quem é o dono. Independente dos responsáveis pelo local, algo precisa ser feito e com urgência. No ano passado, quanto teve a epidemia de dengue, todos da casa tiveram a doença, e acredito que este terreno pode ser o criadouro do mosquito, está bem perto da minha residência e isso nos preocupa bastante”, explica a professora, ressaltando que também existem muitos pernilongos e isso incomoda bastante.

Por ser uma área central, pode trazer problemas de saúde não só para quem mora ou tem comércio na região. É uma área bastante movimentada, bem perto do Clube Sírio Libanês. Segundo Nara, a situação já foi repassada à Prefeitura, ao Departamento de Posturas e também ao Centro de Controle de Zoonoses, para que fossem tomadas as providências. Apesar de algumas visitas dos agentes de zoonoses, não demora muito o terreno volta a estar cheio de poças d’água. “É necessário uma solução definitiva, dar sequência a esta obra, ou derrubar tudo e deixar o local sempre limpo. O que não pode é continuar como está. É um terreno em área nobre que nem mesmo o muro de alambrado impede que pessoas joguem sujeira”, explica a moradora.

De acordo com informações encaminhadas pela assessoria de imprensa da Prefeitura, um fiscal do Departamento de Posturas esteve no local e constatou que o terreno possui alambrado, o que, segundo a legislação vigente, não caracteriza que o terreno esteja aberto. A área possui passeio (que estava deteriorado, logo foi feito auto de infração) e não está sujo, o que não caracterizou a falta de limpeza/capina no local. Por outro lado, foram constadas algumas poças d’água paradas, mas, como o terreno é cercado e está fechado, é preciso ação judicial para entrar no local.

A demanda foi encaminhada ao Departamento de Zoonoses, bem como à Defesa Civil para realizar laudo técnico quanto às instalações. Como o lado da rua Tristão de Castro é bem mais alto do que o terreno, o alambrado deve estar em boas condições para evitar acidentes.

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