CIDADE

Moradores reclamam de barulho excessivo de comemorações da Copa

Eles acionaram a reportagem do JM Online afirmando que o barulho permanece alto, mesmo após às 22h

Michelle Rosa
Publicado em 02/07/2018 às 11:32Atualizado em 17/12/2022 às 11:06
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Comemorações da Copa do Mundo têm tirado o sono de moradores do entorno de um estabelecimento comercial, localizado na avenida Guiomar Rodrigues da Cunha, Universitário. Eles acionaram a reportagem do JM Online afirmando que o barulho permanece alto, mesmo após às 22h.

Segundo informações de um dos moradores do entorno, que preferiu manter sua identidade reservada, em dia de jogo do Brasil pela Copa Mundo é impossível ficar em casa. O som alto e o trânsito nas proximidades do local ficam um verdadeiro caos. “A música se ouve a vários quarteirões de distância, os carros transitam na contramão, desrespeitando as leis de trânsito e as pessoas fazem as necessidades fisiológicas na rua. Não vimos nenhuma fiscalização dos órgãos públicos no local, o que é um absurdo”, desabafa o morador.

O JM Online acionou a assessoria de comunicação do município. Em nota enviada à reportagem, Departamento de Posturas informou que já monitora o referido estabelecimento e, devido a irregularidades encontradas, já autuou em mais de R$ 6 mil por falta de alvará e perturbação do sossego. Com as autuações, o proprietário entrou com processo de regularização. Hoje, o estabelecimento tem alvará provisório e projeto na Seplan para adequação da acústica. A fiscalização acompanha as definições do processo e o cumprimento da regularização das pendências.

Outro ponto de reclamação na cidade está avenida Leopoldino de Oliveira, onde foi montado um bar universitário temporário no terraço de um shopping. Os moradores reclamam que o local não foi paramentado com isolamento acústico e o som alto causa transtorno. “Os bairros ao redor são residenciais e ninguém aguenta uma ‘boate’ aberta ao lado da sua casa até de madrugada, no meio da semana, faltou bom senso”, desabafa a moradora do Jardim São Bento, que acrescentou ter tentado contato com patrulha do silêncio, sem sucesso.

Também em nota enviada à reportagem, a Prefeitura explica que a demanda foi encaminhada para o setor responsável, pois houve fiscalização por parte da Secretaria de Planejamento e Gestão Urbana e também da Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte na liberação do alvará, onde foram exigidos dos organizadores adequação acústica, câmeras de segurança e detector de metal na entrada e a restrição do horário nos dias de jogos da Copa.

A organização do evento foi procurada pela reportagem e, em nota, afirmou não ter sido notificada, mas se dispôs a amenizar os problemas.

“A organização informa que está seguindo as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Não houve até o momento nenhuma notificação, mas, diante do questionamento do leitor, os organizadores se comprometem em redobrar a atenção”, destaca a organização.

O shopping também se manifestou por nota afirmando que atenção será redobrada. “O Shopping informa que não houve até o momento nenhuma notificação, mas diante do questionamento, o shopping se compromete em redobrar a vigilância sobre o volume do som”, diz trecho da nota.

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